Justiça americana cita “emissora brasileira” por esquema de corrupção na Copa América

Poder judiciário americano manteve o nome da empresa sob sigilo

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

Investigando possíveis casos de corrupção no que tange a Copa América, a justiça americana citou em documento publicado nesta segunda-feira (6) que uma “emissora brasileira” pode ter pago propinas para obter os direitos de transmissão do torneio entre seleções. A informação é do jornalista Jamil Chade, do site UOL.

Conforme a reportagem publicada nesta terça-feira (7), a justiça americana indiciou Carlos Maritez e Hernan Lopez, ex-representantes da Fox. O poder judiciário dos EUA, contudo, foi além e disse que cerca de US$ 2 milhões saíram das contas “em nome da emissora brasileira A, uma entidade conhecida do Júri”.

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A denúncia, no entanto, mantém sob sigilo o nome da “emissora A”, segundo o portal de notícias. Mas indica que o dinheiro transitou por bancos sediados nos EUA e foi transferido para a conta da empresa Datisa S.A, sediada na Suíça.

Esta não é a primeira vez que uma emissora brasileira é envolvida no caso. No ano de 2017, a TV Globo foi citada diante do Júri do tribunal de Nova Iorque. Testemunha levada para depor, Alejandro Burzaco disse que seis veículos de comunicação pagaram propinas. Além da Globo, ele citou Fox, Televisa e MediaPro. Na época, a Globo negou estar envolvida em irregularidades.

“O Grupo Globo comprou em boa fé os direitos da Copa Libertadores da empresa T&T Holanda, então detentora dos direitos. O Grupo globo está muito surpreso com as alegações feitas no julgamento de que aquela empresa era usada para o pagamento de propinas a terceiros e reafirma que não tolera nem paga propinas”, disse a emissora, em nota oficial.

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