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Cuéllar nega que tenha tentado cavar retorno ao Flamengo e diz que sofreu muito com saída do clube

Cuéllar ainda pediu que os torcedores não o julguem sem saber o que, de fato, motivou sua saída do Flamengo

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O volante Cuéllar saiu do Flamengo no segundo semestre da temporada passada, quando forçou sua venda para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, e acabou recebendo muitas críticas de parte da torcida rubro-negra pela forma como deixou a equipe. Em entrevista ao canal Pilhado, no Youtube, o colombiano falou sobre o assunto, mas sem entrar em detalhes, e negou que tenha tentado cavar seu retorno.

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“Cavando (uma volta ao Flamengo), não. Nunca vou fazer isso. O que eu fiz no Flamengo, eu ganhei o respeito de muitos torcedores e não tenho que cavar uma vaga, ainda mais nesse time, que está bem arrumado e ganhando coisas importantes. Não vejo a necessidade de cavar nada, não sei quem falou isso”, garantiu Cuéllar.

O volante colombiano ainda explicou o motivo de ter ficado de fora de alguns jogos do Al-Hilal, mas garantiu estar fez na Arábia Saudita. “Aqui tem várias questões com estrangeiros, como na Champions Asiática, que só pode jogar três estrangeiros. E aqui, como eu também faria, optam por colocar os caras da frente, aí eu acabo ficando fora. Eu não fico chateado, não. Eu estou feliz, a minha família tem se adaptado muito bem, meus dois filhos já estão na escola, têm amigos e fomos muito bem recebidos aqui.”

Sobre sua saída do Flamengo, Cuéllar preferiu não entrar em detalhes, mas deixou claro que não foi uma decisão fácil de tomar. “Foram vários fatores que eu ainda não falei e não vou falar agora. Talvez eu fale mais pra frente, mas tem nada de mágoa com o clube. Eram muitos aspectos que eu coloquei na balança na época e que era o melhor para mim e para minha família naquele momento. Não foi uma decisão fácil, até por tudo o que eu estava vivendo no Flamengo e pelo que eu tinha construído. Foi uma experiência muito linda e que vai ficar marcado para o resto da minha vida.”

“Não é o momento de falar sobre isso, talvez depois dos 35 anos eu conte com detalhes. Mas foi uma época muito difícil, foram nossos pedidos, como foram levadas as negociações, foi um incentivo, porque eu acho que a gente tem que ser valorizado quando a gente merece, e não depois. Mas foram fatores que eu pensei e analisei, e que não foram fáceis”, acrescentou.

“Sofri muito. Minha família estava na Colômbia na época, eu tinha voltado na Copa América. Foi um período em que eu estava sozinho no Rio, estava magoado pelo que tinha acontecido e por como foram levadas as coisas. Fiquei muito triste, mas faz parte. Estava vivendo coisas que eu nunca vivi na minha vida e no final saí jogando e dando o meu melhor”, emendou.

Questionado se gostaria de retornar ao clube algum dia e se ainda torce pelo Flamengo, o volante colombiano garantiu que sim. “É um clube que me deu reconhecimento internacional e me fez atuar pela minha seleção em uma Copa América. O que eu vivi nesses quase quatro anos em várias etapas, que a gente estava construindo um time, e sentir tudo o que o torcedor sentia naquela época… agora o Flamengo está colhendo os frutos e conquistado coisas importantes.”

“No contrato com o time árabe o Flamengo tem a prioridade, então a primeira opção vai ser o Flamengo. Mas vamos esperar o momento, mas se precisarem de mim mais para frente, eu vou estar à disposição. É um clube que eu vou levar para o resto da minha vida no meu coração”, completou.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

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