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Djalminha, Paulo Nunes, Marcelinho e mais: No que deram os jogadores da geração de ouro do Flamengo de 1990?

Jogadores rubro-negros foram campeões da Copa São Paulo de 1990 e tiveram carreira sólida no futebol

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Allsport UK/ALLSPORT/Getty Images

O Flamengo campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1990 foi considerada uma das maiores gerações de atletas formados pelo clube em todos os tempos.

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Uma reunião de jogadores que eram considerados craques mesmo na base e que prometiam da defesa ao ataque.

O grande problema para o Flamengo é que grande parte deles não se tornou destaque no clube e teve que sair para atingir o ápice da carreira.

Veja no que deram os jogador do Flamengo que eram destaques da base em 1990:

Rogério Lourenço – O zagueiro foi um dos poucos daquela geração que se tornou titular quase instantaneamente e fez parte dos títulos do Fla no período até 1994, quando foi para o Cruzeiro, onde foi campeão da Libertadores em 1997. Passou ainda por Vasco e Fluminense, onde disputou a Série C, e encerrou a carreira em 2003, no Vila Nova.

Junior Baiano – Conhecido por sua vitalidade acima da média, Junior Baiano é pouco citado pela grande técnica que tinha para a posição de zagueiro. Ficou no clube até 1993 e fez parte do elenco campeão brasileiro, mas rodou por outros grandes clubes e pela Europa. Passou por São Paulo, Vasco, onde foi campeão brasileiro, e Palmeiras, onde foi campeão da Libertadores. Disputou a Copa do Mundo de 1998 pela Seleção Brasileira como titular.

Fabio Augusto – Um dos jogadores que mais rodou, o meio-campista ficou no Flamengo até 1994 e passou por grandes clubes a partir dali. Foi campeão paulista com o Corinthians, campeão do Rio-São Paulo com o Botafogo e campeão da Copa do Nordeste com o Vitória. Voltou ao Fla em 2001 e fez parte do elenco que conquistou o histórico título carioca naquele ano. Se aposentou em 2012, no River-PI.

Fabinho – O volante não teve uma carreira tão longa como os companheiros, mas foi o que menos rodou entre todos os citados. Passou apenas por quatro clubes, todos gigantes do futebol brasileiro. Foi campeão brasileiro pelo Flamengo, campeão gaúcho pelo Grêmio, campeão da Libertadores pelo Cruzeiro e campeão carioca pelo Fluminense, onde encerrou a carreira em 2003.

Marquinhos – O meia não teve tanto sucesso como os companheiros, mas rodou por clubes importantes e ficou no Flamengo até 1995, tendo feito parte de mais da metade da década. Foi para o Palmeiras em 1996 e ficou até 1998. O jogador começou a rodar por clubes menores e se aposentou em 2008, no Americano.

Nélio – Um dos grandes craques da geração de 1990, Nélio prometeu muito, mas foi um dos que mais decepcionou entre os principais jogadores do período. Teve contrato com o clube até 1998, mas passou por uma série de empréstimo. Fez parte do time campeão brasileiro de 1992, foi bicampeão carioca, mas deixou o clube sem grandes glórias. Defendeu ainda o Fluminense, o Atlético-MG, e o Athletico Paranaense, onde teve algum destaque no fim da década de 1990.

Djalminha – Camisa 10 e capitão daquela equipe, foi o mais talentoso da geração rubro-negra e fez parte do time campeão brasileiro de 1992. Porém, subaproveitado, começou a rodar e brilhou por onde passou. Destaque no Guarani, foi para o Palmeiras e se tornou ídolo entre 1996 e 1997. Dali foi para o Deportivo La Coruña, onde é um dos maiores jogadores da história do clube e conquistou um inédito título de Campeonato Espanhol em 1999 e uma Copa do Rei em 2002. Só não foi para a Copa do Mundo do mesmo ano porque brigou com seu treinador no La Coruña. Se aposentou em 2005, no América-MEX.

Marcelinho Carioca – Talvez o que mais brilhou no Brasil, Marcelinho viveu às sombras de Zico por ter sido um exímio cobrador de faltas logo após a aposentadoria do Galinho. Deixou o Flamengo em 1993 e foi para o Corinthians, onde fez sua maior história como atleta e entrou no hall de maiores ídolos do clube. Se somadas todas as passagens, ficou no Timão por nove anos e conquistou 4 Paulistas, 2 Brasileiros e um Mundial. Se aposentou em 2010 no próprio clube paulista.

Paulo Nunes – Mais um que ficou no clube por algum tempo, mas que foi subaproveitado até ir para o Grêmio em 1994 e se tornar um dos grandes jogadores da história do clube. Foi protagonista no Brasileirão 1996, na Copa do Brasil de 1997, mas especialmente na Libertadores de 1995. Foi para o Palmeiras em 1998 e se tornou ídolo de mais um grande clube, tendo conquistado mais uma Copa do Brasil e mais uma Libertadores. Se aposentou em 2003, no Mogi Mirim.

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