Sérgio revela título mais importante no Palmeiras e elogia Luxemburgo: “Cobrava muito”

Ex-goleiro disputou 347 jogos com a camisa do alviverde e contou mais detalhes sobre a carreira

Ricardo Antunes
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação

Sérgio possui uma história rica no Palmeiras. O ex-goleiro disputou 347 partidas e esteve em títulos importantes do clube, como a Libertadores de 1999, os Paulistas de 1993 e 1994, os Brasileiros de 1993 e 1994, entre outros. Em entrevista à Web Rádio Arena BR, ele contou qual foi o mais marcante.

“De todos os títulos que eu participei, o de 93 foi o mais festejado e o mais importante para mim. Primeiro campeonato, substituindo um goleiro que já era ídolo do clube, com aquela seleção, só fera e eu novo, o meu primeiro campeonato. Então realmente foi o mais importante para mim na minha carreira e até hoje é considerado por palmeirenses como o mais importante”, contou o ex-goleiro alviverde.

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Além disso, Sérgio também não poupou elogios ao ser questionado sobre Vanderlei Luxemburgo. Os dois trabalharam juntos no Palmeiras e o ex-goleiro elogiou o estilo do treinador. Ambos tiveram a oportunidade de celebrar títulos estaduais e nacionais juntos na equipe paulista.

“Cobrava muito, muito sério, cobrava bastante, era um cara intenso nessa hora. Ele tava pilhado, ele era um cara que sempre foi pilhado, assim ao extremo, cobrança no jogo, eu aprendi muita coisa com ele. Essas frases, o medo de perder tira a vontade de ganhar, isso tudo é dele, realmente se você fica com o medo de perder você não ganha”, completou.

Hoje, Luxemburgo está de volta ao Palmeiras. O técnico vinha embalado, principalmente na Copa Libertadores, onde somou duas vitórias em dois jogos. Entretanto, assim como todo futebol no país, houve a pausa em decorrência do novo Coronavírus. Ainda não há data para o retorno.

Confira outros tópicos da entrevista com o ex-goleiro do Palmeiras

Melhor treinador

“Eu tenho três ou quatro treinadores com quem aprendi muito, considero como os tops de linha. Eu vou ficar com o Vanderlei Luxemburgo, porque é um cara realmente diferenciado. Por onde ele passou deixou a sua marca como estrategista, um cara que vê o futebol como estratégia”.

“Às vezes, no futebol, as pessoas falam mesmice ou quase que a mesma coisa. Ele (Luxemburgo) faz diferente, é um cara que realmente vai além daquela mesmice. Todos nós somos treinadores, o brasileiros têm um pouco de treinador, aqueles caras que metem os pitacos”.

“É um cara diferenciado em todos os aspectos, porque você comandar uma equipe de nome, uma equipe com grandes medalhões, um clube, ele comandava não só o time em si, ele via no geral. A parte técnica, a parte tática, a evolução, a logística. Enfim, todos os trâmites que existem no clube. Tomava posse de todas as pessoas que influenciavam e que estavam inseridas no projeto, então realmente é um treinador diferenciado”.

“E lógico que eu gosto do Felipão também, o Leão foi um grande treinador, é um grande amigo meu, e outro treinadores que eu passei, mas esses daí são os que eu mais gosto”.

Volta ao futebol

“Com certeza eu estaria hoje no futebol. É que eu me dediquei à família, procurei seguir uma outra linha, pelo fato de ter jogado muito tempo, 22 anos de carreira, com muita intensidade e muita determinação, viajando muito. Eu acabei dedicando quase 100% à minha carreira e deixei lado familiar de lado, a gente quase não aproveitou”

“Depois que eu parei, fiquei preguiçoso viajei pouco, fiquei mais ao lado família e tocando a minha vida profissional empresarial em um outro ramo. Mas, sempre que posso vou ao estádio, ajudo. Agora recentemente eu vou abrir uma escola de goleiros aqui em Sorocaba, já está no projeto”

“É um sonho sim de passar a minha experiência, tudo o que eu vivi na área do futebol para as pessoas que estão querendo aprender. Sempre peguei treinadores importantes e aprendi muita coisa, tenho vontade sim de atuar no futebol, provavelmente agora na virada do ano para o ano que vem, vou tentar entrar no futebol de alguma forma”

Início no Palmeiras

“Meu início foi em 1989, dia 13 de janeiro, vindo de uma seleção de Osasco, em que eu estava jogando os Jogos Abertos e o treinador do Palmeiras me levou. Fiquei três meses lá em teste, graças a Deus eu passei. No último minuto do jogo que teve para definir se eu ia ficar ou não, peguei dois pênaltis. Fui bem na partida e acabei ficando, passei no teste e desde de então joguei no Palmeiras até 2007”.

“Fiz parte da equipe de juniores, fui crescendo, emprestado para o Ceilândia, Emb-Guaçu, aí me tornei profissional em 91. Fui vice-campeão no Ceilândia e voltei, já na virada de 1991 para 1992, me reintegrei ao time profissional do Palmeiras. Subi para o profissional, tive minha famosa oportunidade, porém a oportunidade de estar no elenco”.

“Tive que trabalhar muito durante dois meses para me tornar o terceiro goleiro. O Velloso foi embora emprestado novamente, o César saiu, ficou o Carlos, Ivan e eu. Aí foi a minha carreira ali no Palmeiras, a cada oportunidade que aparecia eu estava aproveitando. Em 1992 tudo para mim era novidade. Todos os aspectos que aconteciam dentro do clube eram diferenciados porque eu estava em um grande clube, no time profissional, junto com os feras”.

“Quando você vai para um clube grande, você fica falando: ‘Poxa vida, eu estou aqui, esse momento dessa vida que eu procurei chegar, e hoje já estou no meu lugar, e agora que eu vou fazer? Vou procurar aproveitar as oportunidades’. Aí você vai aprendendo, tudo o que passa vai aprendendo com os mais experientes”.

“O clube era muito bom de trabalhar, não atrasava o salário, jogadores experientes, tudo aquela coisa. Aí você vai conquistando objetivos, mostrando ser bom profissional. Você sempre tem que estar treinando para ganhar a sua posição. Nesse decorrer de 92 foi mais ou menos assim, tanto é que nós chegamos na final do Paulista justamente contra o São Paulo. Eu já estava no banco de reserva do César”.

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