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Vadão ajudou a revelar dois Bolas de Ouro, um ídolo na Europa e um herói colorado

Treinador faleceu vítima de câncer nesta segunda-feira (25). Durante a carreira, Vadão foi responsável por ajudar grandes nomes do futebol nacional ainda na juventude

Rafael Brayan
Estudante de jornalismo. Colaborador especialista e editor-plantonista do Torcedores.Twitter: @rafaelbrayan_

Crédito: Divulgação/ CBF site oficial

Com passagens por Corinthians, São Paulo, Athletico Paranaense e Mogi Mirim, o treinador Vadão faleceu no início da tarde desta segunda-feira (25). Aos 63 anos idade, o experiente profissional foi vítima de um câncer no fígado, que acabou evoluindo e se espalhando pelo corpo.

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Rodado por diversas equipes do futebol nacional, Vadão ajudou a revelar diversos grandes nomes para o país. Os dois principais foram  Rivaldo Kaká, que acabaram sendo eleitos melhores do mundo pela Fifa em 1999 e 2007, respectivamente.

O primeiro estava no elenco que entrou para a história do Mogi Mirim no início da década de 1990, mais conhecido como Carrossel Caipira por seguir a linha do holandês Johan Cruyff, então comandante do Barcelona. Rivaldo era um dos principais nomes daquele elenco e acabou chamando a atenção posteriormente de Corinthians e Palmeiras, onde fez parte do elenco vitorioso de Vanderlei Luxemburgo.

Anos depois de sair do Mogi Mirim, Vadão passou por Guarani, Araçatuba, XV de Piracicaba, Matonense, Athletico e o Corinthians. Em 2001, foi contratado pelo rival São Paulo para comandar um elenco repleto de jovens revelações. Apesar de conquistar o torneio Rio-São Paulo, o principal feito do treinador foi ter revelado Kaká, que na temporada seguinte, venceu a Copa do Mundo com a seleção brasileira.

“Isso (sorte de colocar Kaká em campo em uma final) é para quem não tem pecado (risos). Essa foi uma substituição muito bem sucedida. Porque o ‘Cacá’ virou o ‘Kaká’ naquela noite”, relembrou recentemente, sobre a entrada e os dois gols de Kaká na final contra Guarani. “Quando eu o lancei, ninguém acreditava. Ele não era nem titular dos juniores, foi treinar comigo por acaso. Tinham me falado que o clube tinha um atleta muito bom, mas que estava se recuperando de uma lesão nas costas. Foi aí que me despertou o Kaká. O que mais lembro de interessante foi quando falei que ia dar uma oportunidade a ele de jogar. Ele ficou branco. Ali eu lembro muito bem da expressão dele”.

Além da dupla de vencedores na Europa, Vadão ajudou a revelar Adriano Gabiru. Marcado por balançar as redes e garantir o título mundial do Internacional em 2006, contra o Barcelona, o meia trabalhou com o técnico no início de sua carreira pelo Athletico Paranaense. “O Gabiru, que tristeza, não? Chegou no auge e não soube lidar. Ele precisava de carinho, de abraço, de orientação. Muito jogador não sabe lidar com a fama, depois que para, sofre muito”, opinou recentemente.

Foi na equipe do Paraná que o técnico pôde ajudar na evolução de outro grande nome do futebol mundial: Fernandinho. Hoje ídolo do Manchester City, o volante brilhou no Athletico no início dos anos 2000 e passou pelas mãos de Vadão em duas oportunidades: em 2000 e 2003. Foi o treinador que lançou o jogador aos 16 anos de idade apenas para o futebol.

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