8 jogadoras históricas do futebol feminino do Brasil que precisam ser lembradas

Nem só de Marta e Cristiane vive a Seleção feminina do Brasil

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Roseli fez história no futebol feminino na década de 90 (Ezra O. Shaw /Allsport/Getty Images)

A Seleção Brasileira feminina de futebol começou a aparecer na década de 80 e participou da Copa do Mundo de 1991 ainda sem quase nenhum apoio da CBF.

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Algumas jogadoras desbravaram a modalidade e mostraram ao mundo o poder do Brasil também no futebol feminino, que foi duas vezes medalha de prata nas Olimpíadas, vice-campeã mundial em 2007 e terceira colocada da Copa do Mundo em 1999, além de ser heptacampeã da Copa América.

Veja 8 jogadoras histórias do futebol feminino do Brasil que precisam ser lembradas:

Sissi
A primeira grande craque do futebol feminino do Brasil foi a meia Sissi, que comandou a Seleção na década de 90 e esteve nos Mundiais de 1995 e 1999, além das Olimpíadas de 1996 e 2000. Quando atuava no time feminino do São Paulo, chegou a ganhar uma música dos torcedores, mas nos jogos do time masculino. Os são paulinos cantavam em forma de pedido ao então técnico Muricy Ramalho: “Ei Muricy, coloca a Sissi!”

Deixou o Brasil em 2001 para brilhar no futebol norte-americano e muitos esqueceram da eterna camisa 10. Se aposentou em 2009, no FC Gold Pride, e atualmente é treinador do Las Positas College Women’s.

Sissi com a bandeira do Brasil jogadoras

Divulgação/CBF

Katia Cilene
Companheira de Sissi no São Paulo, Katia Cilene foi uma das maiores atacantes do Brasil na década de 90 e esteve no elenco da Seleção em várias competições importantes. Ao todo foram quatro disputas de Copas do Mundo – 1995, 1999, 2003 e 2007 – e duas Olimpíadas – 1996 e 2000.

A jogadora deixou o Brasil em 2000 e rodou por times dos Estados Unidos, da França e da Espanha. Se aposentou em 2014, no Botafogo.

Pretinha
Outra atacante lendária da Seleção Brasileira e que atravessou gerações foi Pretinha, que esteve nas Copas do Mundo de 1991, 1995, 1999 e 2007, além das Olimpíadas de 1996, 2000, 2004 e 2008. A jogadora só não disputou cinco Mundiais porque em 2003 sofreu uma grave lesão no joelho e ficou de fora da competição.

É uma das maiores jogadoras da história do futebol feminino do Vasco da Gama e jogou ainda no Japão e na Coreia do Sul. Ficou 23 anos com a camisa de Seleção, de 1991 a 2014, sua última convocação. Atualmente participa de palestras sobre futebol feminino e integra uma equipe na CBF.

Pretinha durante a palestra do CBF Social

Divulgação/CBF

Juliana Cabral
A ex-zagueira deixou o futebol mais cedo que a maioria das companheiras e hoje é conhecida por muitos por ser uma das poucas comentaristas mulheres da imprensa esportiva. Juliana integra o time da ESPN e comenta especialmente futebol feminino, mas também participa de debates gerais da emissora.

O que poucos lembram é que a ex-zagueira foi uma das maiores capitãs da Seleção Brasileira e herdou a braçadeira de 2001 a 2004, sendo a líder da equipe nas Olimpíadas em que o Brasil perdeu a decisão para os Estados Unidos.

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Reprodução/ESPN

Maycon
Recebeu o apelido pela mesma semelhança física com o Rei do Pop. Maycon sucedeu a Michael Jackson “original”, mas em posição mais defensiva.

Foi peça fundamental no Brasil nas Copas do Mundo de 1999, 2003 e 2007, além das Olimpíadas de 2000, 2004 e 2008. Se aposentou em 2017 e atualmente trabalha na Fundação Municipal de Esporte de Lages, em Santa Catarina.

Tânia Maranhão
Veteraníssima de Seleção Brasileira, a zagueira de 45 anos segue em atividade e em um dos times mais importantes do Brasil, o Foz Cataratas. A jogadora esteve em quatro Copas do Mundo – 1995, 1999, 2003 e 2007 e quatro Olimpíadas – 1996, 2000, 2004 e 2008.

Passou por times como Vasco, Flamengo, Botafogo e foi companheira de Sissi e Kátia Cilene no São Paulo dos anos 90.

Tânia Maranhão e Maycon participam de seminário na CBF - YouTube

Reprodução/CBF TV

Roseli
A atacante fez parte da Seleção Brasileira nas décadas de 80 e 90 e foi uma das pioneiras da equipe feminina do Brasil. Já revelou ter fugido de casa para se profissionalizar, já que sua mãe a proibiu de ser jogadora de futebol.

Disputou as Copas do Mundo de 1991 e 1995 pela Seleção e participou das Olimpíadas de 1996, 2000 e 2004.

Michael Jackson
Talvez a grande pioneira da Seleção Brasileira feminina tenha sido Mariléia dos Santos, ou mais popularmente conhecida como Michael Jackson. Uma das melhores do mundo nas décadas de 80 e 90, integrou a Seleção nas Copas do Mundo de 1991 e 1995, além das Olimpíadas de 1996.

Abriu o mercado das jogadoras brasileiras para o futebol internacional e defendeu times como o Torino, da Itália.

Michael Jackson mostra lembranças de sua carreira como jogadora da Seleção Feminina

Reprodução/Site Oficial da CBF

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