‘Cartolouco’ conta bastidores de demissão ‘bizarra’ da Globo: “Os caras cansaram, eu fiz muita m…”

Lucas Strabko lembrou que era a ‘cara’ do Cartola e que foi o apresentador mais novo da história do SporTV

Danielle Barbosa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/SporTV

O jornalista Lucas Strabko, mais conhecido como ‘Cartolouco’, contou pela primeira vez detalhes de sua demissão do Grupo Globo, em abril deste ano. Em entrevista ao canal Pilhado, do YouTube, Strabko falou sobre a polêmica da guerrinha de álcool gel, que vazou durante uma transmissão ao vivo do SporTV e acabou viralizando nas redes socias, e do vídeo sobre o desafio do papel higiênico.

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Ao ser questionado sobre o real motivo de sua saída da Globo, Lucas Strabko foi direto. “Os caras cansaram. Eu fiz muita merda. Teve a história do Fluminense, do Fortaleza, principalmente na época do ‘É Gol’, em 2018, eu fui o apresentador mais novo da história do SporTV, e eu era imaturo para c… 23 anos. Caiu no meu colo esse negócio e eu falei ‘vou fazer’. E aí eu fiz umas merdas e tal. Em 2019 eu passei limpo e veio 2020. Teve o negócio do álcool gel – isso me deixou chateado. O problema pelo qual eu acho que eu fui mandado embora foi: a Globo é muito conservadora ainda.”

“A Globo não entendeu ainda esse boom que a internet teve, de ser uma coisa mais livre, da galera poder criar e fazer coisas à vontade. O vídeo que deu merda mesmo, eu estava na privada, pelado – mas coberto, e era o vídeo do desafio papel higiênico. A galera estava gastando papel higiênico para caramba e eu falei ‘pô, galera, o papel é para limpar a bunda, não para fazer embaixadinha’. Era para conscientizar o povo, mas a Globo ‘tá’ em mim. Mas eu estou feliz, é bom se sentir livre para poder trilhar o seu caminho e fazer o que quiser. Eu não acho que me sacanearam, eu acho que o problema foi que a Globo é um pouco fechada ainda para essas coisas de internet”, acrescentou.

Ao detalhar os bastidores de sua demissão, o jornalista de 25 anos revelou que seria demitido durante as férias, mas que por “questões burocráticas, a decisão só foi oficializada 20 dias depois, justamente após o período de férias.

“Foi meio bizarro. Eu estava na casa de um amigo meu e gravei o vídeo na privada. Passou um tempo, um chefe me liga ‘reunião amanhã’. Apaguei o vídeo e achei que iria apaziguar. No dia seguinte (na reunião) ‘você está demitido’. Mas assim, foi f… porque a reunião foi legal. Os dois chefes estavam triste – ou se fingindo de tristes, eu posso ter sido ingênuo de ter acreditado. Por um problema burocrático eu só pude ser mandado embora oficialmente 20 dias depois. Eu acho que a minha demissão foi assim: eu gravei o vídeo no domingo e aí alguém chegou lá e falou ‘não dá mais para ele fazer essas coisas, vamos mandar embora’. Eu estava de férias, fui na reunião eu estava de férias, respeitei meus chefes e aí quando deu 20 dias, quando acabaram minhas férias, a gente fez por chamada de WhatsApp e eu assinei online a minha demissão”, contou.

“Meu vídeo sobre a demissão foi para mostrar que eu não faço só besteira, eu faço um trabalho bom. Eu acho meu trabalho bom, de verdade. Eu acho meu trabalho bem feito, de tentar fazer diferente, se expor para carambar, ir no meu do povão…”, desabafou o jornalista, que ainda destacou o fato de ter sido ‘a cara’ do Cartola durante alguns anos.

“Eu era a cara o Cartola. A cara do principal fantasy game do Brasil. Eu sou conhecido como ‘Cartolouco’, é uma marca com muita coisa envolvida. Tomar uma decisão de me mandar embora do nada, é muito doideira. Eu estou falando tudo isso muito sincero, para soltar. É bom falar tudo o que eu penso. Eu não fico puxando o saco da Globo não, eu não preciso ficar mamando na Globo porque eu já fui mandado embora – acho que eu tenho que ter gratidão pela ajuda que me deram. E eu acho que é isso”, completou.

O SUCESSO INCOMODAVA?

— Eu não acho que incomodava muita gente, até porque eu tinha muitos amigos lá dentro, mas incomodava algumas pessoas sim. Quando eu fiz a propaganda do iFood, que eu levantei a placa no Flamengo x Palmeiras, no dia seguinte saiu a matéria no UOL de repórter que eu sei quem é, repórter conhecido e que está lá há anos de casa, que foi falar lá ‘ele pode fazer propaganda e eu não’. O cara é repórter normal, eu não era repórter normal, eu era diferente. Essas coisas começaram a incomodar as pessoas, tanto é que teve um cara aí que é conhecido que, na hora que eu saí da Globo, ele me deu unfollow – um cara que lá dentro era um escroto comigo e metia o pau em tudo o que eu fazia. E ele não precisava disso.

OS CHEFES DO ESPORTE NA GLOBO SÃO ‘QUADRADÕES’?

— Eles ainda não entenderam o mundo atual. Não entenderam ainda o que é a internet, que é importante estar no meio dessas coisas para ser falado, visto e lembrado. O bagulho do álcool gel, o Léo Dias deu, o Hugo Gloss deu, o bagulho viralizou em todo lugar, foi legal e ninguém falou mal. Aí eu cheguei na Globo achando que a galeria iria gosta, e foi ‘porrada’. Isso era ruim e complicado lá, porque é a cabeça fechada de não entender a internet e saber como as coisas funcionam.

CONFIRA A ENTREVISTA NA INTEGRA:

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