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Flamengo: Dirigentes não devem ser indiciados por dolo em incêndio no Ninho

Tragédia que matou dez jogadores da base flamenguista pode gerar punições a dirigentes; tragédia matou dez jogadores do Rubro-Negro em 2019

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo

O inquérito do Ministério Público sobre a tragédia do Ninho do Urubu, que matou dez atletas da base do Flamengo em fevereiro de 2019, não demonstrará a existência de dolo (intenção de matar) de dirigentes do clube no incêndio. A informação é do Uol Esporte.

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Segundo a informação, o MP apresentou uma nota sobre a investigação, através do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GADEST), órgão este ligado ao Ministério. A nota, adicionada no inquérito que investiga as causas e culpabilidade pelo incidente, afirma que não há como indicar o dolo do clube e de dirigentes no incêndio.

O inquérito policial teria apontado que dirigentes do Rubro-Negro deveriam ser processador por homícidio doloso (com intenção de matar), mas o MP disse na nota que ‘não há, por ora, afirmar a existência de dolo eventual no resultado morte’. Com isso, não poderia existir prova que demonstre que o Flamengo já tinha ciência de que uma tragédia poderia acontecer nos alojamentos.

Com isto, os dirigentes do Flamengo que estão envolvidos no processo poderão ter que responder por incêndio culposo (sem intenção de matar). No caso, a nota indica que o crime teve como consequência dez homicídios culposos e três lesões corporais culposas as quais estes deverão responder na Justiça.

MP critica Rubro-Negro em indenizações

Outro ponto citado na nota do GADEST tem sido as negociações entre clube e familiares das vítimas da tragédia do Ninho por indenizações. O órgão do MP criticou o Flamengo por não dar uma resposta adequada às famílias temendo possíveis prejuízos financeiros.

“O clube tem procurado mitigar pagamentos de indenizações a familiares das vítimas do incêndio, aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato que o clube deu própria causa”, disse.

Quatro das famílias das vítimas fatais do incêndio já acertaram com o clube o pagamento de indenização. Um outro acerto foi feito, mas apenas com o pai de outra vítima.

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(Crédito da foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

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