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Semana do Corinthians tem Jô “ignorado” e foco em problemas extracampo

Timão viu o ídolo retornar, mas problemas jurídicos tomaram conta

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Alexandre Schneider/Getty Images

O Corinthians teve uma das piores semanas do ano e viu sua crise financeira aumentar com a divulgação de dívidas e cobrança de acordos na Justiça. Isso ao mesmo tempo que Jô, ídolo do clube, acertou seu retorno e voltou a fazer parte do elenco.

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Ofuscado, Jô recebeu o aval para voltar ao clube após testar negativo para o novo coronavírus. A apresentação foi feita em transmissão ao vivo, mas sofreu com quedas na internet do CT Joaquim Grava.

Mesmo com a chegada do atleta ao clube a semana começou ruim para o Timão, já que o Nagoya Grampus, ex-clube do atacante, pode proibi-lo de entrar em campo pelo formato utilizado na rescisão contratual.

Mas a semana do Corinthians pioraria muito a partir daí. Isso porque, visando os problemas que viriam nos dias posteriores, o clube tentou adiantar com o Benfica o valor de 20 milhões de euros pela venda de Pedrinho. O problema é que os portugueses seguraram o dinheiro e o Timão adiou a ida do meia para Portugal.

As coisas piorariam, já que dias depois o clube recebeu a notificação para pagar mais de R$ 23 milhões ao grupo J. Malucelli em uma dívida pela venda do volante Jucilei ao Anzhi.

O jogador também deu seguimento no processo contra o Timão e cobra alto valor por descumprimento no contrato da época.

Quem também entrou na Justiça contra o Corinthians foram os empresários do jovem meia Matheus Pereira, atualmente no time B do Barcelona após passagem pela Juventus. São cobradas comissões envolvendo a transação do atleta para o futebol europeu.

Neste sábado (27) as coisas pioraram e a Adriano Sports Assessoria, que cuida da carreira do lateral Juninho Capixaba, atualmente no Bahia, teve ganho de causa em mas um processo e as contas do clube alvinegro foram bloqueadas.

Se não bastassem atletas, empresários, gestores, o clube também terá que pagar cerca de R$ 2,2 milhões ao fisioterapeuta Julio Suman, que cobrou a dívida na Justiça do Trabalho. O montante não parou por aí durante a semana.

Estacionamento
O Corinthians viu tudo piorar ao perder um processo simples na Justiça de São Paulo e se ver obrigado a pagar cerca de R$ 21 milhões à Prefeitura por uso de uma rua como estacionamento. O assuntou virou piadas nas redes sociais e irritou os próprios torcedores, já que o clube não tem mostrado maneiras de ressarcir as dívidas.

Covid-19
O Corinthians enfrenta sua maior crise em 2020 sem ao menos ter entrado em campo. As escolhas da diretoria, aliadas às derrotas na Justiça colocam o futuro financeiro do clube em xeque.

Para piorar, o clube realizou testes do novo coronavírus nos atletas no início da semana e na terça-feira (23) informou que oito atletas foram diagnosticados, além de funcionários e membros da comissão técnica. Além disso outros treze tiveram o problema, mas estão recuperados.

Para piorar o clube havia emprestado o meia Hugo Borges ao Jorge Wilstermann, da Bolívia, mas a pandemia melou o acordo com o atleta, que estava no país vizinho e foi obrigado a voltar de ônibus ao Brasil.

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