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Títulos, regularidade e alto nível de desempenho: a brilhante década de David Silva

Talentoso, técnico e muito inteligente, o meia espanhol marcou seu nome na história do Manchester City e da Premier League

Leonardo Beltrami Cavallaro
Colaborador do Torcedores

O último domingo (26/07) marcou o fim da Premier League da temporada 2019/20. Dentre tantas disputas pelas últimas vagas nas competições continentais, pelo rebaixamento e por conquistas individuais, um ponto específico chamou a atenção: era a última partida de David Silva pela competição. Essa rodada colocou o ponto final na jornada de um dos maiores e melhores jogadores na década da elite do futebol inglês.

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Formado pelo Valencia, David Silva foi emprestado ao Eibar, na temporada 2004-05, e ao Celta de Vigo, em 2005-06. Nesses clubes, o meia espanhol não só teve enorme destaque, como também amadureceu muito como jogador de futebol. De volta aos Los Che, em 2006-07, Silva continuou a ter notoriedade pelo alto nível de desempenho nos jogos e campeonatos pela equipe.

Permaneceu no clube de Valência até junho de 2010. Contratado pelo Manchester City por aproximadamente 28,7 milhões de euros, David Silva, para além de ser um dos maiores símbolos da mudança de patamar da equipe inglesa, também foi uma referência para o futebol inglês que buscava trabalhar mais a posse de bola.

David Silva era o meio-campista aberto que centralizava para armar o jogo pelo meio, qualificava a circulação da posse de bola do time e ditava o ritmo da partida. Sendo assim, importante ressaltar que ele passava longe de ser um ponta de extrema velocidade que buscava oferecer profundidade e aceleração a todo momento, características tradicionais dos meias abertos na Inglaterra.

Mesmo atuando em diferentes faixas do campo e em distintas funções com os treinadores que teve ao longo desses 10 anos, ele elevou o nível da equipe, manteve a regularidade durante muitos anos e se encaixou em todos os desenhos táticos promovidos pelos diversos técnicos em sua passagem pelo clube de Manchester, tendo um papel extremamente importante para cada um deles. Dono de uma leitura invejável de jogo, altamente técnico e capaz de oferecer muito dinamismo com a bola, o espanhol resolveu várias partidas para o time.

Sob o comando de Pep Guardiola, inclusive, ele apresentou outras facetas em seu jogo. Além de ser brilhante no trato com a bola, o camisa 21 melhorou o seu comportamento sem a posse e começou a atacar mais os espaços para definir as jogadas construídas pela equipe. Continuando a somar muito em nível associativo, David Silva passou a ser ainda mais influente em todas as fases da partida.

Ainda assim, todos nós sabemos que as conquistas de taças são um componente fundamental para marcar a história de um atleta pelo clube. E isso não faltou ao espanhol nessa sua histórica passagem pelo Manchester City. Ao longo dessa década, David Silva conquistou 13 troféus pelo clube inglês, incluindo incríveis quatro títulos da Premier League.

Dessa forma, é um fato afirmar que o camisa 21 tornou-se um ídolo do clube do lado azul de Manchester. Não só pelas suas várias conquistas ao longo dessa década, mas também por ter sido um dos principais nomes que mais representam essa transformação de patamar do City.

Talentoso, dinâmico e muito inteligente. Sem dúvida, David Silva é um dos maiores meias da era moderna da Premier League. O espanhol escreveu uma das mais lindas histórias vestindo a camisa do clube inglês. Uma pena que a sua despedida foi com o estádio vazio.

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