Botafogo: Autuori aponta ‘coragem’ em mudanças no time contra Santos

Fogão ficou no 0 a 0 com o Peixe no Nilton Santos neste domingo (20)

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Vítor Silva/ BFR

O domingo foi de empate no Nilton Santos, com Botafogo e Santos não saindo do 0 a 0 em mais uma partida do Campeonato Brasileiro. E de um Glorioso bastante alterado, com Honda iniciando a partida no banco de reservas.

As mudanças foram feitas visando poupar elenco para a partida de volta da quarta fase da Copa do Brasil, diante do Vasco. Segundo Paulo Autuori, tal decisão foi baseada em ‘coragem’ para montar o elenco do Fogão para a partida do final de semana.

“Para mim, não é surpresa. A equipe que entrou hoje foi a primeira vez que jogou junto. Tivemos possibilidades de finalização no primeiro tempo, mas no segundo tempo perdemos um pouco, o que é normal. O Santos já tem um time trabalhado faz tempo. Tem que se fazer essas coisas com coragem e sem receios”, declarou Autuori.

“A gente tem que pensar que o Botafogo não tem um grupo grande em quantidade. Se não tivermos confiança nos jogadores que irão jogar, vamos ficar sempre receosos. Aqui não tem medo. Fizemos um jogo, no geral, razoável. Na segunda parte, a gente deixou de ter poder ofensivo”, completou.

O Botafogo chegou a fazer durante a temporada jogos com performances que chegaram a mostrar a força do clube, mas o time está na parte de baixo da tabela e já começa a lidar, mais uma vez, com a briga contra o Z-4. Autuori falou sobre tal momento do Glorioso.

“Temos que fazer análise equilibrada porque entramos para ganhar em todos os jogos. Em alguns, fizemos por ganhar e a vitória escapou no final. E em outros, não fomos eficientes para vencer. Mas acho que não tem nada a ver com a relação de pontos e performance. Acho que a ideia é sempre desenvolver um trabalho com objetivo de dar sustentação. Tanto dentro como fora de campo. Tenho perfeita noção disso, mas quando decidir estar aqui, sabia que teria dificuldades”, comentou.

LEIA MAIS

Autuori “indica” nome para comandar o futebol brasileiro: “Gostaria que o presidente da CBF pudesse ser reverenciado onde chegasse”