Diretor do Paysandu ironiza suposta interferência em escalação: “lenda urbana”

Felipe Albuquerque também falou sobre os protestos da torcida do time bicolor e contratações

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Jorge Luiz/ascom Paysandu

O diretor de futebol do Paysandu, Felipe Albuquerque, afirmou que nunca interferiu na escalação de qualquer jogador. Para se defender, o profissional citou o tempo (quase dois anos) que está à frente do departamento. Além disso, destacou o retorno do treinador João Brigatti.

“Se houvesse qualquer tipo de atitude dessa maneira, o Paysandu não conseguiria recontratar um profissional dessa envergadura. Eu sei que esse é um assunto muito comentado. Uma lenda urbana que foi criada porque fica no imaginário do torcedor. E muitas vezes alimentadas por quem tem interesse que esse assunto seja dito. Mas absolutamente nunca aconteceu isso”, iniciou Albuquerque.

“Sou um profissional que estou há um bom tempo no mercado, trabalhei com treinadores muito bem conceituados. O futebol é um meio muito pequeno. Se esse tipo de coisa fosse realidade e não estivesse no imaginário das pessoas, pode ter certeza de que isso já seria algo que estaria muito bem difundido”, prosseguiu o dirigente.

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“E um ponto importante a ressaltar: um profissional não fica dois anos à frente do Departamento de Futebol do Paysandu se ele não for competente”, destacou.

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Felipe Albuquerque também falou sobre o relacionamento que mantém com Ricardo Gluck Paul, presidente do Paysandu.

“É estritamente profissional. Não tenho nenhum laço familiar com ele. Então, o que me faz estar aqui, à frente de toda a equipe do Paysandu, é essa condução profissional que o clube exige”, declarou.

Leia a seguir outros assuntos da entrevista de Felipe Albuquerque, diretor de futebol do Paysandu:

Trocas de treinadores (cinco em dois anos)

“O Paysandu passou por cinco treinadores, mas teve um treinador que estava entre os top-5 do Brasil em tempo de longevidade. O Hélio (dos Anjos) ficou uma temporada e meia à frente do Paysandu. Realmente tiveram duas trocas rápidas: a do Léo (Condé) e a do Matheus (Costa). Mas eu prefiro enxergar que, em tempo de trabalho, o Paysandu teve um dos profissionais há mais tempo no cargo do Brasil”

Contratações questionáveis

“O Paysandu fez, esse ano, o menor número de contratações, talvez, do século. Porque nós mantivemos oito dos onze jogadores titulares de uma temporada pra outra. Tem números que nos mostram que a nossa linha defensiva, dos quatro defensores, é uma das linhas com menor número de gols tomados e maior número de minutos jogados no país. Então, eu acho que também cabe, quando vai se fazer essa leitura, enxergar o copo meio cheio e não sempre o copo meio vazio”

“Nesse nível que nós estamos e com a média salarial que o Paysandu paga e que paga a Divisão, o erro faz parte do processo. Os clubes que estão em Divisões superiores, pagando 500 (mil), 600, um milhão de reais em salários, erram. Então é natural que nós, que temos um ticket médio infinitamente menor, também vamos errar”.

“Por isso nosso processo de contratação é muito, muito criterioso. Por isso às vezes a demora em se escolher um profissional que venha. O erro é natural, inerente à profissão. Não tem como trabalhar com o futebol sem errar. Até porque a gente traz muita ciência pro trabalho. Mas o futebol não é uma ciência exata”

Cobranças dos torcedores

“Não existe nenhuma cobrança que seja maior que a minha própria. Eu entendo que o cenário externo esteja tumultuado. E até acho que muito por conta da condição política que o clube vive nesta temporada. Mas eu estou tranquilo em saber que não existe nenhuma cobrança maior do que a minha própria”

Campanha do Paysandu na Série C

“Então, realmente, nesse momento, nos não estamos dentro do G4. Muito por conta dos seis primeiros jogos que fizemos, no primeiro miniciclo (da Série C), onde tivemos quatro jogos em Belém e dois fora. Entre os quatro nós pegamos o Imperatriz e só fizemos sete pontos”.

“No segundo miniciclo, com o Matheus (Costa, ex-treinador) e o Leandro (Niehues, ex-auxiliar) à frente, mesmo fazendo quatro jogos fora e um clássico, nós enfrentamos os quatro times que estão dentro do G4 hoje e fizemos oito pontos.

“Então, realmente, nosso início de Campeonato foi muito comprometido pela maneira como a equipe estava jogando. Nesse momento nós já passamos um pouco mais próximo da meta que era fazer dez pontos. E agora, obviamente, que nesse último miniciclo de seis jogos nós vamos ter que recuperar os pontos que deixamos pra trás”

Relacionamento interno e Leandro Niehues

“Posso dizer que eu tenho uma excelente relação com todos os profissionais que trabalham no futebol. E volto a dizer: nenhum profissional fica à frente de uma instituição centenária se não fosse competente. Sobre os assuntos que envolvem o ex-treinador, o que eu posso dizer é que eles estão no passado”

Retorno de Brigatti ao Paysandu mostra que foi um erro demiti-lo em 2019?

“O Brigatti não é o primeiro treinador que tem duas, três, ou quatro passagens por uma equipe. O futebol é feito de momento e nesse momento nós entendíamos que era interessante que o Brigatti somasse ao nosso projeto. Estou muito feliz que ele aceitou o convite”.

“Liguei pra ele após o jogo contra o Treze e vou repetir o que disse a ele: tenho certeza de que o Brigatti acredita no nosso acesso. Porque, se ele não acreditasse, não teria aceitado o desafio”.

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