Pedido de Dedé para rescindir com Cruzeiro é negado pela Justiça e atleta terá que pagar R$ 277,8 mil

Jogador vai ter que arcar com as custas do processo

Rogério Araujo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

O zagueiro Dedé sofreu uma derrota na Justiça nesta quinta, de acordo com a rádio Itatiaia. O jogador, que busca na Justiça rescindir com o Cruzeiro cobrando cerca de mais de R$ 35 milhões, teve seu pedido de mandado de segurança negado.

Na decisão, o desembargador do trabalho Paulo Maurício Ribeiro Pires, da 48ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, ainda condenou o jogador a pagar os custos do processo, que é de R$ 277,8 mil. Além disse, Pires criticou a defesa do atleta, que afirma na ação que Dedé estava em uma situação semelhante à de escravidão.

“Sob outra ótica, lamenta-se a afirmação inicial de que o impetrante, cuja remuneração aduz corresponder a R$ 750.000,00 (e que ao menos parcialmente foi incontroversamente paga ao longo dos anos), esteja sendo submetido ‘a permanecer como um ‘escravo'”, escreveu o desembargador no despacho divulgado pela rádio.

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“Lastimável comparação, notadamente em se considerando o crítico momento sócio-econômico por que passa a esmagadora maioria da população brasileira, em razão das consequências da pandemia que vem assolando o mundo, correspondente à disseminação da covid-19 – muitos almejando meramente obter um emprego em que receba o salário mínimo, no ano corrente reajustado para o montante de R$1.100,00”, completou.

Dedé cobra dez meses de salário atrasados “referente ao fraudulento contrato de cessão e uso de imagem”, que seria no valor de R$ 300 mil mensais, mais seis meses de salário fixos na carteira (R$ 450 mil mensais). Além disso, o jogador alega quatro meses sem receber o depósito do FGTS.