Qual será o futuro do esporte depois da covid-19?
Enquanto efeito da pandemia não diminui, há dúvida sobre o que vai acontecer em 2021
Mitch Rosen-Unsplash
O ano de 2020 certamente foi o mais desafiador de todos, nas mais diversas áreas.É claro que o foco esteve na saúde e na ciência, responsáveis por decifrar o mistério imposto pela covid-19 e seus efeitos na sociedade. Depois de mais de um ano de pandemia, com mais de 2 milhões de vítimas do novo coronavírus no mundo, algumas dúvidas ainda persistem.
Mas isso não tem acontecido apenas no que diz respeito à saúde. Outros segmentos e seus integrantes também ainda não sabem como será o futuro enquanto a população mundial não for vacinada e a crise causada pelo novo coronavírus não tiver arrefecido significativamente. Um desses setores é o esportivo e, por consequência, dos jogos de azar. Há muita incerteza no ar, e as respostas são poucas.
Algumas competições importantes foram canceladas em 2020, como a Eurocopa, a Copa América e os Jogos Olímpicos de Tóquio. Todos devem acontecer neste ano,mas não se sabe em quais condições. No Japão, por exemplo, autoridades estão assustadas com um novo adiamento da maior competição esportiva do planeta, algo que também não é bem visto por patrocinadores. Empresas de marketing e consultorias estimam que um novo adiamento pode gerar um prejuízo de 44 bilhões de euros para patrocinadores e empresas vinculadas à competição.
Além disso, há também a preocupação sobre como clubes e federações dos mais diversos esportes vão continuar lidando com a ausência de público nas arenas esportivas. Para além do ambiente, o prejuízo na venda de ingressos e produtos licenciados são motivo de grande preocupação, já que esse é um faturamento que tem feito falta na manutenção de equipes esportivas, staff e todas as pessoas envolvidas. Técnicos, inclusive, estão incorporando inovações feitas durante a pandemia como forma de manter a qualidade de seus jogadores. Segundo Travis Dorsch, da Utah State, uma inovação que pode se tornar permanente é a utilização de e-training gamificado. Embora isso nunca vá substituir as interações presenciais entre técnico e atleta, ter acesso a um treinamento de qualidade, regimes de treinamento eficazes e conexões sociais de casa tem o potencial de fornecer acesso a atletas em áreas carentes.
Enquanto o esporte presencial tenta se adaptar às nuances causadas pela pandemia e, ao mesmo tempo, projetar o que será do futuro, sites de jogos de azar também precisaram se movimentar para receber um público que, com mais tempo livre, passou a procurar seleção de jogos de bingo para se entreter e, em alguns casos, ganhar um dinheiro extra.
Diante disso, há também uma alta na procura de usuários sobre a história do bingo. Para quem não sabe, o jogo que hoje é febre em cassinos online e sites do setor começou na Itália, mais precisamente em Génova, em 1530, como forma de escolher políticos locais. Nomes dos pretendentes eram colocados em bolas e sorteados. Só depois de muito tempo a prática virou um jogo e se espalhou por outros países da Europa.
Para além do bingo, os níveis de crescimento no cassino online variam muito. A empresa Flutter Entertainment, em seu último relatório de resultados trimestrais ao longo de 2020, dividiu suas comparações anuais antes e depois de 15 de março, a última semana em que os esportes ao vivo foram generalizados. No que poderia então ser considerado o “período de interrupção”, a receita das plataformas online do grupo aumentaram em média 15% no Reino Unido.
Já os números do Stars Group mostraram um aumento ainda mais notável na receita de sua divisão internacional, composta em grande parte pela marca Pokerstars. A receita cresceu 44% ano-a-ano em março.
LEIA MAIS:

