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Mattos admite “único erro” com Prass e explica polêmico ‘contrato de gaveta’ com Jailson

O ex-diretor palmeirense afirmou que a saída de Fernando Prass já estava definida pela diretoria e pela comissão técnica

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Cesar Greco / Fotoarena

A saída de Fernando Prass do Palmeiras em 2019 segue rendendo polêmica, mesmo após o ídolo Alviverde ter pendurado as chuteiras ao final da última temporada. O ex-camisa 1 nunca escondeu a chateação pela forma como deixou o clube, e sempre deixou claro o incômodo com o então diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, que foi demitido e também deixou o Verdão no mesmo ano.

Em entrevista ao canal “Amici 1914”, no YouTube, Alexandre Mattos explicou que a não renovação de Fernando Prass em 2019 já estava definida pela diretoria e comissão técnica. Mattos deixou claro que a intenção era que o goleiro se despedisse em 2018, mas a pedido do técnico Felipão, o clube renovou por mais um ano.

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“Em 2018 ficou definido por todos que não iriam renovar o Edu Dracena e o Prass. Ganhamos o título lá em São Januário e no jogo seguinte, o jogo da faixa contra o vitória no Allianz Parque, o Fernando Prass procurou o Felipão falando que queria ficar. O Felipão foi na minha sala e falou ‘Alê, nós definimos não renovar, só que eu conversei com o Prass. Vamos renovar com ele e com o Dracena? Eles vão me ajudar, nós vamos começar a colocar os meninos, o Weverton ainda não está 100%…’. Eu falei com o presidente, o Maurício concordou, autorizou e a gente renovou”, disse Mattos

“Já estava definido pelo Palmeiras. Eu saí do Palmeiras no dia 3 de dezembro, o contrato do Fernando Prass acabava no dia 31 de dezembro. O que eu, já fora do Palmeiras, tenho a ver? Eu não sei. Quem é campeão da Libertadores como executivo do Palmeiras? O Anderson Barros. Eu não participei das escolhas de 2020. Tinha pessoas capacitadas lá dentro do clube para renovar ou não o contrato do Prass. Eu não estava lá para falar com o Prass a minha visão”, acrescentou.

Mattos explicou o contrato de gaveta que tinha com Jailson, e reconheceu que errou ao não falar sobre o assunto com Fernando Prass. O ex-diretor do Palmeiras revelou que foi pressionado pelo empresário do camisa 42, que queria uma “segurança” financeira.

“Eu falei com os empresários do Prass, Edu Dracena e Jailson que nós iríamos renovar os contratos ano a ano. O Prass entrou na minha sala uns dez dias antes de eu ser mandado embora perguntando sobre a situação do Jailson. Eu disse a ele que a situação do Jailson era igual, com um detalhe que eu não disse a ele, e esse foi meu único erro com ele. Eu achei que não deveria falar porque era o contrato do Jailson. O Jailson, no meio do ano, o empresário dele pressionou bastante para fazer já uma renovação porque a esposa dele queria engravidar. Eu disse a ele para tranquilizar o Jailson ‘a gente faz o contrato e você mostra pra ele, mas essa assinatura do contrato, se no final do ano a gente concordar, a gente renova ou senão eu rasgo esse contrato’”, contou Mattos.

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“Eu saí 28 dias antes de acabar o contrato do Prass. Se quisessem renovar contrato dele, tinham renovado. Se quisessem renovar por cinco meses ou colocá-lo de gestor como eu coloquei o Dracena… isso não me cabia mais. Eu não estava mais no Palmeiras para assumir isso”, completou.

Vale lembrar que o Palmeiras anunciou a demissão de Alexandre Mattos no dia 1º de dezembro de 2019, junto com a saída de Mano Menezes do comando técnico. Fernando Prass, por sua vez, se despediu do Verdão no dia 7 de dezembro, um dia antes da última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano.

POLÊMICA COM VALDIVIA?

Questionado sobre sua relação com o chileno Valdivia, com quem trabalhou apenas no primeiro semestre de 2015, Mattos foi mais direto sobre a não renovação do então camisa 10, e explicou que a proposta feita ao jogador foi passada pelo então presidente Paulo Nobre.

“Trabalhei com o Valdívia cinco meses, como jogador, talvez tecnicamente o melhor com quem eu trabalhei. Paulo Nobre me procurou e eu disse que por mim ele ficaria. Inclusive porque era muito bom pro grupo. Não tive problema nenhum com o Valdívia, talvez uma vez ou outra que chamei na sala, mas nada. O que o Paulo Nobre me autorizou eu passei para o pai dele”, explicou.

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