Home Futebol Por saúde financeira, Botafogo altera contratos e inclui bônus por performance

Por saúde financeira, Botafogo altera contratos e inclui bônus por performance

Contratos recentes de jogadores do Glorioso tiveram cláusulas que complicaram o time financeiramente

Por Victor Martins em 12/04/2021 14:16 - Atualizado há 5 anos

Vítor Silva/ BFR

O Botafogo convive com uma longa crise financeira que atrapalha o futebol do clube. Para tentar sanar tal problema, a diretoria do Fogão decidiu mudar o formato de como os contratos com os jogadores são elaborados, de acordo com o Globoesporte.com

A diretoria botafoguense decidiu não fazer mais contratos que tenham gatilhos como renovação automática e outros times de pagamentos por jogos realizados ou aumentos salariais automáticos. Tudo isso devido a uma série de erros cometidos na feitura dos vínculos com os jogadores que acabaram custando muito aos cofres do Glorioso nos últimos anos.

Na gestão de Eduardo Freeland junto ao futebol do clube, o diretor que instalar nos contratos dos atletas bônus por performance, o que já acontece com outros clubes. Através de uma métrica, o dirigente quer que as renovações de contrato de jogadores, além das negociações, pesem mais a performance dentro de campo para pagamento de salários do que as cláusulas usadas em contratos até o momento no Botafogo e no futebol brasileiro e mundial.

A métrica leva em conta a posição do jogador e o que este pode apresentar. Metas de performance e até de classificação renderão aos atletas bônus extras caso sejam alcançadas. Estas cláusulas não seriam um aumento salarial automático, mas sim uma ‘premiação’ dependente do que o atleta apesentar em campo pelo Glorioso.

O Botafogo enfrentou problemas deste tipo em contatos com vários jogadores. Um dos exemplos é o do atacante Pedro Raul (hoje no Kashiwa Reysol-JPN), que tinha cláusula contratual na qual se fizesse 60% dos jogos como titular, o Fogão deveria pagar ao atleta 1,5 milhão de euros para ter uma parte dos direitos econômicos do jogador, além de renovação automática.

Outros contratos deste tipo que complicaram o clube foram os de Kalou (que permitia que o jogador rescindisse de forma antecipada o contrato, mas não o clube) e o de Cícero (que previa renovação automática se o time ficasse na Série A). A medida tem sido aceita entre os jogadores botafoguenses, embora ainda haja contratos do formato antigo em validade e ainda a serem negociados na nova bonificação.

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