Holanda desafiará UEFA e governo húngaro nas oitavas da Eurocopa

Capitão da Holanda levará mensagem pró-LGBT durante o jogo que ocorrerá na Hungria

Matheus D'Avila
Colaborador do Torcedores

Crédito: Koen van Weel - Pool/Getty Images

Após a decisão da UEFA de vetar a iluminação pró-LGBT no estádio Allianz Arena, na Alemanha, a entidade será afrontada. O capitão da Holanda, Giorgino Wijnaldum, comunicou que utilizará uma braçadeira especial em alusão a causa no jogo das oitavas de final no próximo final de semana. “Ao usar esta braçadeira, nós, da Laranja, queremos enfatizar que somos a favor da inclusão e da conexão”, disse Wijnaldum em um comunicado publicado no site da federação holandesa.

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O movimento promete não apenas desafiar a UEFA, mas também o governo húngaro. Afinal, o confronto da seleção holandesa será na capital do país, Budapeste. Atualmente, as autoridades da Hungria adotaram medidas que proíbem qualquer referência ao homossexualismo nas escolas. Tais medidas estão sendo duramente criticadas pelos países europeus, já que o processo é visto como homofóbico e retrógrado.

Contudo, apesar das manifestações contrárias as políticas adotadas pelos húngaros, a UEFA tem coibido qualquer tipo de movimento de protesto. Ao proibir as cores da bandeira LGBT na Alemanha, a entidade justificou que não servirá de instrumento para manifestações políticas. “Algumas pessoas interpretaram a decisão de rejeitar o pedido da cidade de Munique de iluminar o estádio com as cores do arco-íris para uma partida da Euro 2020 como ‘política’. Pelo contrário, o pedido em si era ‘político’, já que estava relacionado com a presença da seleção húngara no estádio para o jogo contra a Alemanha”, justificava o comunicado.

Holanda não recuará

Frequentemente, a sede que receberá o jogo dos holandeses nas oitavas de final aparece nos noticiários por conta do comportamento de alguns torcedores. Quando Portugal atuou no país, placas com os dizeres “anti-LGBT” e gritos homofóbicos e racistas dirigidos aos atletas foram relatados. A UEFA garante estar investigando os casos.

Dessa forma, o movimento dos jogadores da Holanda promete gerar um choque ideológico com o governo da Hungria. Segundo palavras do capitão da Laranja, Wijnaldum, o ato é uma forma para aproximar as pessoas. “Somos contra todas as formas de exclusão e discriminação. Esperamos apoiar todos aqueles que se sentem discriminados em todo o mundo”, concluiu.

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