A polêmica das acusações de assédio contra o presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, tem mais um capítulo nesta semana. Este aumenta ainda mais a temperatura da ruptura entre este e o ex-presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.
O Globoesporte.com publicou um comunicado de Caboclo emitido nesta quarta-feira (30) na qual acusa Del Nero, seu antigo aliado, de ter feito uma proposta para tentar silenciar a funcionária que acusa o presidente afastado de assédio, caso este investigado pelo Comitê de Ética. Segundo o dirigente, o ex-presidente, banido do futebol por envolvimento em esquema de corrupção, teria oferecido R$ 12 milhões à suposta vítima em troca de seu silêncio sobre o caso.
O dirigente mostrou um bilhete que teria sido escrito pelo ex-presidente, que exigia que a CBF pagasse à funcionária, com o número de R$ 12 milhões, valor que seria equivalente a 20 anos de seu salário na entidade. O pagamento impediria que a denúncia fosse a público, o que acabaria acontecendo com o vazamento da denúncia para a imprensa.
“Foi Marco Polo Del Nero quem trouxe a proposta de R$ 12 milhões para evitar que uma funcionária protocolasse uma acusação no Comitê de Ética da entidade e a tornasse pública. A negociação proposta por ele (Del Nero) e seus aliados exigia inicialmente os R$ 12 milhões, correspondentes ao pagamento dos vencimentos mensais até a ocasião de sua aposentadoria, mediante imediata demissão para que esta denúncia não fosse tornada pública”, diz a nota
De acordo com Caboclo, o bilhete seria prova do ‘golpe’ que Del Nero estaria orquestrando para o retirar da presidência da entidade, citando uma reunião a ser feita nesta sexta-feira (2) para discutir a possibilidade de afastamento total do dirigente de suas funções na CBF.
“É a prova cabal de que as acusações contra Rogério Caboclo fazem parte de um golpe orquestrado por Marco Polo Del Nero e seus aliados para plantar aliados na CBF e voltar a dar as cartas na entidade. Neste momento, estão planejando mudanças ilegais no estatuto para impedir Caboclo de voltar ao cargo”, continua a nota.
Em resposta ao presidente afastado, o ex-mandatário do futebol brasileiro negou às acusações do antigo aliado, o chamando de ‘desditoso’, ‘perverso’, com ‘falar tremulento e andar trôpego’ e de ‘mentiroso emperdernido’. Del Nero afirma que Rogério Caboclo estaria ‘viajando em alucinações’ ao acusá-lo de envolvimento no caso com ‘acusações desconexas e inverídicas’.
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