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Flamengo chega a nove treinadores em 5 anos, relembre a passagem dos ex-comandantes

Rogério Ceni é o nono técnico a deixar o rubro-negro em um período de cinco anos

Guilherme Lopes
Estudante de Jornalismo, apaixonado pelas estatísticas do bom jogo. Vivo e penso sobre futebol o dia todo.

Crédito: Buda Mendes/Getty Images

Primeiramente nem os quatro títulos conquistados recentemente e os quase 60% de aproveitamento bastaram para uma permanência de Rogério Ceni. Curiosamente, o anuncio da demissão do treinador ocorreu na madrugada da última sexta-feira (9), através das redes sociais do clube.

Após uma grande pressão de muitos torcedores com a derrota para o Atlético Mineiro fora de casa, além de algumas polêmicas envolvendo funcionários e jogadores do clube, chegou o fim da “era Ceni” no rubro-negro.

O treinador que encontrava problemas para encaixar seu time com a quantidade de desfalques, agora é o nono técnico que deixa o clube em cinco anos. Contando também os interinos, são 14 no total.

Zé Ricardo (2016 a 2017)

Foi o segundo treinador da reeleição do presidente flamenguista, Eduardo Bandeira de Mello, assumindo a equipe no lugar de Muricy Ramalho. Em 2016, a equipe já com mais investimento brigou pelo título, contudo, terminou em terceiro lugar, nove pontos atrás do campeão, Palmeiras.

Reinaldo Rueda (2017)

Rueda teve o pior aproveitamento dos últimos cinco anos entre os comandantes do Flamengo com 52%. Apesar disso, não foi demitido da equipe carioca, deixando o futebol brasileiro em janeiro de 2018 para treinar a Seleção do Chile.

Carpegiani (2018)

Após um trabalho regular no Bahia anteriormente, acabou contratado pelo rubro-negro. Carpegiani ainda manteve um grande aproveitamento de 70%, entretanto, a maioria dos jogos pelo estadual, sendo campeão da Taça Guanabara.

Maurício Barbieri (2018)

Promissor naquele momento, assumiu no lugar de Carpegiani. Apesar dos seus 64% de aproveitamento, o técnico não resistiu após uma queda de desempenho, sendo demitido com três meses de trabalho. Atualmente briga pela liderança do Brasileirão no Red Bul Bragantino.

Dorival Júnior (2018)

Chegou com desconfiança, após um trabalho cheio de altos e baixos no São Paulo. Já pelos cariocas, manteve um aproveitamento de 66,7%, brigando pelo título, mas parando na segunda colocação com 72 pontos. Alguns torcedores eram a favor da permanência de Dorival, que deixou o clube ao final da temporada.

Abel Braga (2019)

Ídolo no rival, Abel teve sua contratação questionada por parte dos torcedores. Apesar do segundo maior aproveitamento nos últimos dez anos, o treinador era criticado por suas escalações, e pela forma como o time se comportava em campo.

Jorge Jesus (2019 a 2020)

Um dos maiores técnicos da história do Flamengo, com incríveis 81,3% de aproveitamento, ganhou praticamente tudo que disputou. O “mister”, chamava atenção pela forma envolvente que o time carioca jogava, sem deixar brechas para os adversários. Hoje no Benfica, é sempre ventilado uma volta para o seu ex-clube.

Domènec Torrent (2020)

O Francês que vivia sua primeira grande experiência como treinador, parecia não conhecer muito bem os jogadores a disposição. Depois de algumas derrotas vexatórias, além da pressão por parte da imprensa e torcida, acabou demitido.

Rogério Ceni (2020 a 2021)

Um título a cada 15 jogos, essa foi a passagem de Rogério Ceni no Flamengo. Depois de bons anos no Fortaleza, com um rápido momento no Cruzeiro, acertou sua ida pra o rubro-negro, recuperando a confiança dos atletas e corrigindo problemas táticos da equipe, que levaram ao titulo brasileiro de 2020. Ainda conquistou mais três títulos nessa temporada, contudo, algumas escalações questionáveis, desentendimentos com pessoas do clube, críticas da torcida e mídia, levaram a uma demissão do treinador. Foram quatro títulos em oito meses.

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