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Lukaku, Saúl e mais: quem é a dama de ferro por trás de todos esses negócios do Chelsea

Executiva do clube londrino participa ativamente da montagem do elenco vitorioso

Guilherme Lopes
Estudante de Jornalismo, apaixonado pelas estatísticas do bom jogo. Vivo e penso sobre futebol o dia todo.

Crédito: Divulgação/Chelsea

A janela de transferências na Inglaterra chegou ao fim nessa terça-feira (31). Considerado um dos melhores mercados da história do futebol, após mudanças como Messi no PSG, além de Cristiano Ronaldo retornando para o Manchester United, outro clube talvez não tão falado como os dois anteriores também fez um bom papel, o Chelsea.

A equipe inglesa que já contava com um elenco poderosíssimo, manteve suas principais peças e ainda se reforçou com dois grandes nomes do futebol mundial: Saúl Ñíguez e Romelu Lukaku, o último chega para ser o centroavante dos blues, preenchendo o único ponto questionável na última temporada.

Início

O que muita gente não sabe é que esses dois reforços e tantos outros, passam pela mão da executiva de futebol, Marina Granovskaia. A russa considerada um dos dirigentes mais influentes no futebol mundial, é uma das responsáveis pela “grande era” da equipe da capital inglesa.

A princípio trabalhava como assistente do bilionário Abramovich. Eventualmente após o russo comprar o time inglês em 2003, Marina deixou a Rússia rumo a Inglaterra. No Chelsea, começou elaborando apenas contratos comerciais. Alguns anos depois, mas precisamente em 2010, foi nomeada como representante legal do chefe no conselho deliberativo.

Logo depois da conquista inédita da Champions League 11/12, Marina que já tinha a confiança de Abramovich pelo seu bom trabalho, assumiu o segundo maior cargo do clube, sendo a única mulher executiva de futebol da Premier League naquele momento.

Com um machismo ainda predominante no futebol, somado a pressão do clube ser campeão europeu, além da mesma nunca ter assumido esse cargo, o inicio não foi nada fácil. Algumas contratações como a de André Schurrle e van Ginkel não agradaram nenhum pouco.

Por outro lado, a dama de ferro trouxe nomes como Willian e Diego Costa que deram resultados positivos para equipe, além de Mohamed Salah pouco aproveitado por José Mourinho.

Mesmo com duas conquistas de Premier League e uma Liga Europa, além das Copas, os torcedores do Chelsea questionavam algumas contratações e a falta de mais uma Champions League.

Consagração

Na temporada 2020/21, o trabalho construído durante sete anos trouxe o título máximo da Europa, com a segunda Champions League do clube. Curiosamente, sem uma grande estrela mas repleto de excelentes jogadores, um elenco efetivamente bem montado.

É fato que para isso, foram necessários cifras altíssimas, mais de R$ 8 bilhões ao longo da “era Marina”, contudo, equipes como o próprio Manchester City gastaram um valor superior e não chegaram a tão sonhada conquista europeia. Além disso, no futebol atual principalmente na Europa, boa parte dos clubes gastam quantias exorbitantes e a maioria acaba falhando com reforços desnecessários.

No final, o que fica é um legado bem construído por Abramovich, Marina e Petr Čech. Obviamente, existiram erros ao longo da jornada, mas sem dúvidas os acertos vêm superando qualquer escolha equivocada.

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