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Crônica: O gigante manco

Em atuação confusa, Los Angeles Rams demonstra não saber que time é e nem pra onde quer ir

Pedro Oliveira
Pedro Oliveira é criador de conteúdo, torcedor do Houston Texans e do Cruzeiro Esporte Clube - porque desgraça pouca é bobagem -, e cronista em nosso portal.

Crédito: Divulgação / Site oficial do Los Angeles Rams

 

Imagine que você pode montar um time de futebol com os maiores craques mundiais da atualidade. Você pode colocar Messi e Cristiano Ronaldo pra comandar seu ataque, um goleiro como Alisson pra defender seu gol e um técnico como Zinedine Zidane para comandar essa equipe. Essa equipe seria imparável, certo?
Errado. O Los Angeles Rams é um dos exemplos mais claros disso.

O Paris Saint-Germain da NFL

Em certa ocasião, trouxe aqui uma reflexão sobre o Green Bay Packers que aqui vejo novamente se aplicar: o Los Angeles Rams não tem alma. É um time vazio, que ignora sua história e finge ser algo novo – algo cool – em uma nova cidade com seus novos amigos. Em uma jogada que ouso chamar de imbecil, o Rams decidiu deixar St. Louis e voltar para Los Angeles. Seria algo até inteligente se fôssemos pensar na história do time, mas todos nós sabemos que as torcidas na Liga NUNCA reagem bem quando seu time do coração se muda para uma outra cidade.
Você aprendeu a amar aquele time, cresceu guardando ele no peito pra no fim do dia ele te mandar um “eu não tô pronto pra um relacionamento agora” e surgir com outra na semana seguinte. Não há cenário onde isso dê certo.

A inaptidão de Matthew Stafford

Lembro-me bem do draft de Stafford. O pobre coitado foi sugado pelo Detroit Lions – o ralo de talentos da NFL – e perdeu uns bons anos sem a menor oportunidade de crescimento em um time fadado ao fracasso. Entendo que não há total mérito de culpa no menino, mas nada justifica a falta de liderança que ele apresenta.
Se em seu time chegam as maiores estrelas atuantes do futebol americano que imediatamente devotam sua confiança a ti sem sequer questionar, você não pode brincar de batata quente e jogar fora o que lhe foi encarregado. Porém, Matthew Stafford não só jogou a batata no chão como pisou nela até virar um purê meio zoneado a um ponto onde não consigo entender como esse time do Rams está 7-2.

Não há digno de MVP

Os almofadinhas apaixonados em recitar os poemas que encontram no PFF não gostam de admitir isso, mas essa temporada não tem a menor capacidade de nos trazer um MVP que seja um quarterback. Atuações pífias, líderes fracos e grandes pipocadas só começam a contar a história de como essa temporada tem sido nas últimas semanas. Arrisco dizer que esse último domingo de NFL – no dia 14/11/2021 – foi o domingo mais chato da história moderna do futebol americano.
A nós, fãs do esporte, resta a esperança de que os times consigam se reencontrar e trazer de volta o espetáculo.

 

Aguardem cenas do próximo capítulo.

O texto acima não necessariamente reflete a opinião do Torcedores.com.

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