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Turismo de maconha tem aquecido final da Libertadores: “A cada 5 minutos entra um brasileiro”

Para usuários cadastrados no governo do Uruguai, consumo e comercialização de maconha é legalizado. Brasileiros têm procurado o turismo canábico na final da Libertadores

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Buda Mendes/Getty Images

Palmeiras e Flamengo se enfrentam amanhã, às 17h, pela final da Libertadores no Estádio Centenário no Uruguai. Com isso, a torcida de ambas equipes tomou as ruas da capital do país que, geralmente, chama a atenção do público não apenas pelo lado tradicional esportivo: o turismo de maconha.

Os torcedores que estão visitando a capital uruguaia estão procurando, também, conhecer um pouco mais da cultura canábica do país que foi um dos primeiros locais do mundo a legalizarem o cultivo e o consumo da maconha. De acordo com reportagem do Uol Esporte, essa busca dos brasileiros pelo turismo canábico já começou há duas semanas, desde o sábado (20), quando Red Bull Bragantino e Athletico Paranaense se enfrentaram pela final da Copa Sul-Americana.

“Entra um brasileiro a cada cinco minutos aqui”, contou Lucas Lopes ao UOL Esporte. Com 29 anos, Lucas é proprietário da 4:20, única loja de artigos relacionados à cultura canábica atualmente em funcionamento na Avenida 18 de Julho, a principal de Montevidéu. “Eles querem saber se vendemos, como fazem para comprar, se podemos dar o telefone de alguém”, conta Juan Pablo, de 32 anos, funcionário do estabelecimento que não vende maconha.

Atualmente, nenhuma loja do Uruguai pode vender maconha para os cidadãos locais livremente. Eles precisam ser cadastrados pelo governo do Uruguai. A lei, porém, não fala nada sobre turistas. E é ai que os brasileiros buscam aproveitar lei do país vizinho.

Promulgada em 2013, a lei uruguaia que permite o consumo e comercialização de cannabis por farmácias, com apenas frações da flor, explicitou que a regra é valida usuários cadastrados junto ao governo. A erva é plantada e curada por empresas também registradas junto aos órgãos federais.

A mesma legislação também passou a permitir o cultivo doméstico em quantidade limitada a seis plantas por pessoa. E isso regulamentou os atuais clubes de cultivo que enviam uma quantidade mensal aos sócios. Tudo dentro da lei.

“A lei não fala sobre turistas. Fala sobre quem pode vender e como. E as condições não favorecem que turistas consigam comprar legalmente”, explicou Lucas Lopes ao Uol Esporte.

Sábado, às 15h30, tem Palmeiras x Flamengo no SBT, é a grande Final da Libertadores 2021. Acompanhe pela tv ou www.sbt.com.br/aovivo #GrandeFinalnoSBT

 

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