Cruzeiro decide por expulsão de ex-presidente de quadro de conselheiros
Wagner Pires de Sá teve sua expulsão votada na segunda-feira (7) pelo Conselho Deliberativo do clube; ex-dirigente é acusado de diversas irregularidades em sua gestão na Raposa
Igor Sales/Cruzeiro E.C.
O Cruzeiro não terá mais Wagner Pires de Sá em seu quadro de Conselheiros. O órgão decidiu nesta segunda-feira em reunião pela expulsão do ex-presidente do clube por conta de diversas acusações de irregularidades contra o ex-dirigente.
A votação aconteceu na sede do Barro Preto e foi a primeira vez que o Conselho Deliberativo do clube votou para que um membro seja excluído de seus quadros. Compareceram 136 conselheiros aptos a votar, com o resultado sendo 133 a favor da expulsão do ex-presidente, 20 contra, além de 2 votos nulos e um em branco.
O Conselho Deliberativo do Cruzeiro Esporte Clube realizou nesta segunda-feira, 07/02, uma Reunião Extraordinária e a maioria dos conselheiros, 113 de um total de 136 votantes, optou pela expulsão de Wagner Pires de Sá do quadro.
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“O número de presentes foi baixo por causa da chuva e da pandemia, então há de se levar em conta. Mas mesmo assim o resultado foi dentro das expectativas. Acho que esse é o momento em que o Conselho teve atuação séria, honesta e sincera, como sempre deve ter. Daqui para a frente, é procurar fazer tudo dentro da lei”, disse Nagib Simões, presidente do órgão, segundo o GE.
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A expulsão de Wagner Pires de Sá se deu em meio a uma série de denúncias levantadas pelo Comitê de Ética da Raposa sobre irregularidades cometidas pelo ex-presidente durante seu mandato. Estas são baseadas em investigação policial feita em 2019 e que resultariam posteriormente na renúncia do dirigente da presidência do clube.
Wagner Pires de Sá pode recorrer; superintendente da Raposa não vê chances de reversão
As investigações policiais, que até renderam denúncia do Ministério Público, ainda correm. Há a chance de que Pires de Sá tente na Justiça retomar o cargo, mas segundo Flávio Boson, superintendente jurídico do Cruzeiro, vê como poucas as chances disto acontecer.
“Ao meu sentir, pelo relatório apresentado, o processo foi rígido, correto e cumpriu com todas as formalidades. O Wagner teve seu direito à defesa assegurado e a decisão do Conselho, a meu juízo, foi correta e soberana. Esperamos que não haja a reforma pelo Poder Judiciário”, disse Boson ao GE.
Ainda há também possibilidades de que Wagner Pires de Sá seja excluído do quadro de associados do Cruzeiro, o que pode acontecer mediante pedido do presidente e parecer do Conselho Diretor.

