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Paulista pode mudar regulamento após pedido de Abel Ferreira

Presidente da Federação Paulista se diz favorável à proposta e admite discutir mudança no regulamento ainda nesta edição

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Paulista pode mudar regulamento após pedido de Abel Ferreira

Abel Ferreira reclamou bastante da arbitragem no jogo contra o Atlético-MG (Credit: SPP Sport Press Photo. /Alamy Live News)

Após a vitória do Palmeiras sobre o Mirassol, Abel Ferreira trouxe à tona um tema que rapidamente ganhou força nos bastidores do futebol paulista. Em entrevista coletiva, o treinador defendeu que o Campeonato Paulista passe a permitir seis substituições por partida, uma a mais do que o atual regulamento autoriza.

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Segundo o técnico, a mudança ajudaria a lidar com o curto período de preparação no início da temporada. “Temos quatro dias para preparar uma pré-temporada e, se posso fazer um pedido, é de que pudéssemos ter mais uma substituição. Logicamente que eu ia adorar. Se a organização puder fazer alguma coisa que ajude a todos, é ter mais uma substituição durante os jogos”, afirmou.

FPF se mostra aberta ao debate

A fala do comandante alviverde chegou rapidamente à Federação Paulista de Futebol. O presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, comentou o assunto em entrevista à TV Gazeta e demonstrou simpatia pela proposta, ainda que reconheça obstáculos para uma mudança imediata.

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“Eu gosto da ideia, só acho que ele poderia ter cuidado disso em um momento oportuno. Infelizmente, o Abel não pôde participar da reunião dos treinadores com o Mauro Silva. Se tivesse sugerido isso lá, acho que os clubes teriam aprovado”, declarou o dirigente.

Na sequência, Reinaldo ponderou sobre as dificuldades de alterar o regulamento com a competição em andamento. “É complicado mudar no meio do campeonato. Precisa haver concordância. Vou pedir para o Mauro e para o departamento de competições conversarem com os clubes. Faz sentido, sim. No começo da temporada, uma substituição a mais permite usar o elenco de forma mais criteriosa”, completou.

Impacto no planejamento dos clubes

A possibilidade de uma sexta troca em campo dialoga com um cenário cada vez mais exigente fisicamente. O calendário apertado, aliado à pré-temporada curta, leva técnicos a administrarem cargas e a evitarem riscos desnecessários, sobretudo nas primeiras rodadas.

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Nesse contexto, a ampliação do número de substituições pode facilitar o rodízio, reduzir a sobrecarga em atletas que retornam de férias e ampliar a utilização de jovens e reservas. Além disso, a medida também atende a uma lógica já aplicada em competições internacionais durante períodos de adaptação pós-pandemia, quando ajustes semelhantes foram adotados.

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Debate entre regulamento e equidade

Apesar da boa receptividade inicial, a mudança exige consenso. Isso porque o regulamento do Paulistão é aprovado previamente pelos clubes, o que torna qualquer alteração durante a disputa um processo mais complexo. A FPF, portanto, trabalha com cautela para evitar questionamentos jurídicos ou reclamações por quebra de isonomia.

Enquanto a discussão avança nos bastidores, o Palmeiras mantém o foco dentro de campo. A equipe soma 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas, com vitórias sobre Portuguesa, Santos e Mirassol. O time ocupa a segunda colocação geral, empatado em pontos com o Red Bull Bragantino, mas atrás nos critérios de desempate.

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