No final do ano passado, o Corinthians acertou a contratação do experiente volante Paulinho, de 33 anos de idade, que voltou ao clube quase 10 anos depois de fazer muito sucesso.
Com salário de Paulinho passando da casa de R$ 1 milhão por mês, contando também os direitos de imagem, o Corinthians anunciou parceria com o Grupo Taunsa, que seria o responsável pelo pagamento integral dos vencimentos do jogador.
Isso, porém, não vem acontecendo. E segundo informou o jornalista Ricardo Perrone em seu blog no “UOL”, a diretoria do clube alvinegro exigiu da Taunsa o pagamento de R$ 18 milhões à vista no final do ano passado, justamente para garantir o salário de Paulinho.
Além desse valor, o Corinthians pediu outros R$ 6 milhões a serem pagos em 2022 de forma parcelada, totalizando R$ 24 milhões no acordo, mas a parceira não deu um real sequer até o momento.
Ainda de acordo com Perrone, o calote foi informado pela direção corintiana na reunião com os conselheiros realizada na última segunda-feira (25).
O acordo com a Taunsa devia ter passado pelo setor de clube. O diretor financeiro Wesley Lucio Cavalcante de Melo explicou, no entanto, que quando o contrato começou a ser discutido, a área tinha apenas três meses de clube, sendo que esse é um processo bastante complexo.
Mesmo assim, o departamento jurídico do Corinthians revisou o contrato com a Taunsa e recomendou o pagamento dos R$ 18 milhões iniciais à vista, como medida de segurança.
“ESPN” e “UOL” revelaram recentemente alguns problemas que a parceira do Corinthians enfrenta na Justiça. O presidente Duilio Monteiro Alves disse que notificações extrajudiciais foram enviadas para a empresa do ramo de agronegócio e que o clube pode receber o valor acordado de forma legal.
Apesar de não ter recebido um centavo da Taunsa, o Corinthians garantiu que os salários de Paulinho estão em dia, usando recursos próprios do clube.

