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Judô paralímpico brasileiro conquista Grand Prix da Turquia

Judô paralímpico conta com atletas deficientes visuais

Por Carlos Lemes Jr em 26/04/2022 10:29 - Atualizado há 4 anos

Divulgação/CBDV

A Seleção Brasileira de judô se sagrou campeã no Grand Prix de Antalya, na Turquia, neste domingo, 24. Dos nove judocas brasileiros que participaram da competição, apenas um não medalhou. Foram seis ouros, uma prata e um bronze. Os turcos ficaram na segunda colocação, com cinco ouros, três pratas e cinco bronzes.

“Foi um ótimo começo de ciclo. Deu pra conhecer muitos adversários novos e sentir as dificuldades das novas categorias. Tivemos atletas novos que tiveram um ótimo desempenho”, comemorou o técnico Jaime Bragança.

Foi a primeira das três etapas de Grand Prix programadas pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) para este ano. Em maio, o torneio desembarca em Nur-Sultan, no Cazaquistão. Também haverá um evento inédito em São Paulo, nos dias 2 e 3 de julho.

Havia muita expectativa em torno das novas regras aprovadas para 2022, que mexeram bastante com a modalidade. Mesmo diante do cenário incerto, a Seleção Brasileira brilhou.

Tanto Rosicleide Andrade quanto Brenda Freitas fizeram suas estreias em competições internacionais na carreira. Ambas ganharam o ouro – a primeira, na categoria J1 até 48 kg e, a segunda, na J1 até 70 kg. Também venceram em suas categorias Alana Maldonado (J2 até 70 kg), Rebeca Silva (J2 acima de 70 kg), Wilians Araújo (J1 acima de 90 kg), Arthur Silva (J1 até 90 kg). Nos casos de Alana e Rebeca, só havia uma oponente na chave de cada, por isso, o sistema de disputa foi melhor de três combates.

Já na categoria J1 até 73 kg masculina, Rayfran Mesquita perdeu a final para o romeno Florin Bologa e levou a medalha de prata. Na J2 até 60 kg, Thiego Marques faturou o bronze. O único brasileiro que ficou fora do pódio foi Roberto Paixão, na J1 até 60 kg, que perdeu logo na estreia para o turco Abdurrahim Ozalp.

Judô paralímpico: como funciona?

A modalidade é disputada por atletas com deficiência visual divididos em categorias de acordo com o peso corporal. Com até cinco minutos de duração, as lutas acontecem sob as mesmas regras utilizadas pela Federação Internacional de Judô, com pequenas modificações em relação ao judô convencional. A principal delas é que o atleta inicia a luta já em contato com o quimono do oponente. Além disso, a luta é interrompida quando os lutadores perdem esse contato. Não há punições para quem sai da área de combate. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

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