Contra o aumento do uso de vapes, Neto faz revelação pessoal e critica presidente Bolsonaro
Neto comentou sobre época de fumante e criticou uso de cigarros eletrônicos, como o “vape”, vendido ilegalmente no Brasil
Reprodução/ Band
Após Patrick de Paula, meio-campo do Botafogo, ser retirado de um restaurante pelo uso proibido de um cigarro eletrônico na parte interna do estabelecimento, o apresentador Neto criticou o uso de vapes no Brasil. No programa “Os Donos da Bola”, o apresentador culpou, além dos pais dos fumantes, que muitas vezes são menores de idade, o Presidente da República, Jair Bolsonaro.
“Eu já fumei. Não deixo de falar as coisas erradas que fiz. Quem quiser fumar, que fume. Mas é um dia a menos na Terra. E aí, inventaram uma coisa que é 3 vezes pior que o cigarro e é proibido no Brasil. Só que o atual Presidente da república, o Governador, a mãe e o pai não falam nada. Inclusive, descobri que meus filhos fumam. Mas não dou dinheiro para fazerem isso”, revelou Neto, no programa Os Donos da Bola, da TV Band.
No Brasil, os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) são utilizados por cerca de 4,8 milhões de pessoas diariamente ou de vez em quando, segundo pesquisa do Datafolha. E apesar da comercialização, importação e propaganda desses produtos serem proibidas no país desde agosto de 2009, devido a uma resolução da Anvisa, o comércio acontece de forma livre nas cidades do país.
Este tipo de cigarro eletrônico, também chamado de vape, ganhou popularidade entre os jovens como uma alternativa menos nociva à saúde do que o cigarro. E, embora não possua muitas das substâncias tóxicas do tabaco, o vape tem uma grande concentração de nicotina, que é altamente viciante. Além de, claro, liberar uma grande quantidade de fumaça e outros componentes.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os vapes podem causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer. Ainda, inalar estes vapores quentes podem causar, também, danos para a boca e a garganta. E, sem uma regulamentação da Anvisa, torna-se impossível atestar a procedência e a padronização dos líquidos utilizados nos dispositivos.
“É um absurdo venderem isso para menor de idade. Vai no quarto dos seus filhos. Vai debaixo do colchão. Vai procurar se o seu filho está fumando esse negócio. É aquele aparelinho, o vape. Todo mundo fuma isso. Daqui a pouco vão querer fazer propaganda disso. Estão enchendo o bolso de dinheiro e as crianças estão ficando viciadas”, concluiu o apresentador Neto.

