Cruzeiro é condenado a pagar R$ 1,5 milhão a Felipe Conceição
Treinador processa Raposa por dívidas de sua passagem pelo clube, no começo de 2021; time pode ainda recorrer
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
O Cruzeiro obteve nesta semana mais uma derrota na Justiça diante de dívidas com ex-jogadores, treinadores e funcionários. Na última quarta-feira (1/6), o time mineiro foi condenado a pagar cerca de R$ 1,5 milhão a um de seus ex-treinadores, Felipe Conceição.
O ex-comandante cruzeirense nos primeiros meses de 2021 entrou com ação na Justiça do Trabalho cuja sentença foi proferida pelo juiz Leonardo Passos Ferreira, da 38ª Vara do Trabalho. À Raposa cabe ainda recurso para tentar evitar o pagamento dos valores ao técnico, segundo o GE.
Conceição processou o clube depois de sua saída, pedindo o pagamento de mais de R$ 1,4 milhão (o valor da pena em si foi atualizado na sentença) , em salários não pagos, 13º salário, férias, FGTS e multas diversas de artigos da CLT. O maior dos valores aos quais a defesa do treinador alega que o Cruzeiro teria de pagar é de R$ 420 mil referentes à multas ao artigo 479 (relativa à demissão sem justa causa) das leis trabalhistas brasileiras.
Ainda havia também a indicação de que o clube tivesse que pagar ainda valores maiores, por conta de uma queixa relativa a ‘danos morais’ pedida pelo treinador. O magistrado, no entanto, não considerou a reclamação do ex-cruzeirense como válida e negou incluir tal parte na sentença favorável a este.
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E saiu a sentença na ação do caso entre o técnico @felipeconceicao a equipe do @Cruzeiro. Em decisão do tribunal, o time mineiro foi condenado a pagar o valor de R$ 1,5 milhão, contando já possíveis juros e correções no processo. Vale ressaltar que a Raposa ainda pode recorrer. pic.twitter.com/bIt61WlPEF
— Magno Fernandes (@Cf27Magno) June 3, 2022
A passagem de Felipe Conceição na Raposa durou 19 jogos e foi encerrada após o clube ter sido eliminado na Copa do Brasil pela Juazeirense. A saída do treinador teve alguma polêmica por questionamentos relacionados a um acordo que o clube alegou ter feito para sua demissão e negado pelo técnico, por conta da polêmica regra então vigente de limitação de mudança de treinadores.

