O Mineirão e o Cruzeiro vivem situação estremecida há alguns anos e a situação pode piorar nesta asemana. Isso porque, segundo publicou o Superesportes, termina na próxima quinta-feira (7) a data-limite para o clube começar a pagar a dívida de R$ 11,2 milhões que tem com a Minas Arena, administradora do principal estádio de Belo Horizonte.
O acordo inicial é de novembro de 2020, quando o Cruzeiro se comprometeu pelo pagamento de 96 parcelas de R$ 116 mil para quitar a dívida. O valor ainda seria com acréscimo de correção monetária. Caso haja atraso, o clube terá multa de 2% e juros de 1%. Vale destacar que houve um desconto de R$ 12 milhões, que pode ser perdido em caso de atraso de mais de 90 dias.
Dívida do Cruzeiro começou em 2013
Foi em 2013 que houve o litígio entre Cruzeiro e Minas Arena pelo Mineirão. Na época, o então presidente do clube, Gilvan de Pinho Tavares, optou por não pagar despesas de operação dos jogos. Isso se deu após o rival Atlético-MG se livrar das mesmas taxas na final da Copa Libertadores do mesmo ano, contra o Olímpia.
A Minas Arena entrou com ação contra ao clube em março de 2016, segundo o Superesportes, cobrando R$ 8,9 milhões, em valor que cresceu com o tempo. Na ocasião, a Justiça determinou que fosse feito depósito de 25% das receitas líquidas do Cruzeiro em partidas como mandante.
A polêmica voltou a nascer em 2022, já sob a gestão de Ronaldo Fenômeno. Isso porque o novo dono da SAF do clube passou a questionar os valores e disse que “a Minas Arena precisa ceder muito para ficar uma coisa justa”. Foi a partir daí que nasceu a ideia da construção de um estádio próprio, projeto que existe e pode ser na Arena Betim, com apoio da prefeitura local.

