Casagrande indica tática de “atropelo” em São Paulo x Flamengo: “Rogério vai fazer isso”
Comentarista apontou favoritismo do Rubro-Negro, mas acredita que o Tricolor pode reverter cenário em campo
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Em debate no programa Cartão Vermelho, do UOL Esporte, Casagrande projetou São Paulo x Flamengo. Pela Copa do Brasil, os clubes voltam a se encontrar após duelo pelo Brasileirão, vencido pelo time de Dorival Júnior por 2 a 0. Apesar do favoritismo do carioca, o ex-jogador indicou qual tática pode ser usada para os comandados de Rogério Ceni saírem com vantagem no primeiro embate pelas semifinais do torneio.
Na visão de Casão, o São Paulo precisa encarar o jogo como uma guerra. Caso a tática seja aplicada, nomes como Arrascaeta, Gabigol e Everton Ribeiro vão ser neutralizados, já que haverá um nível de intensidade dentro das quatro linhas.
“O Flamengo, com os titulares, é infinitamente superior tecnicamente ao São Paulo. O Rogério sabe bem disso, ele assume que o time dele tem dificuldades. Qual a arma de um time que vai jogar uma semifinal sabendo que é inferior ao adversário? Colocar o jogo em uma intensidade maior que o adversário é acostumado a jogar. Se o time entra marcando forte e brigando por toda bola, se não igualar isso, sua técnica não vai ser suficiente para suportar essa intensidade. A arma do São Paulo vai ser sufocar, diminuir espaço, dobrar a marcação, chegar junto e dividir mesmo. O Flamengo é muito favorito, mas tem que tomar cuidado nesse sentido. O Rogério vai fazer isso, colocar o jogo na briga”, destacou.
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São Paulo vai se inspirar na Argentina?
Dando sequência ao discurso, Casagrande mencionou que o São Paulo pode se inspirar na seleção argentina do passado. No momento em que encarava o Brasil, a Albiceleste, com menos qualidade, buscava “atropelar” a equipe verde e amarela em campo, motivo pelo qual a raça pode ser crucial para eliminar o Flamengo.
“Sabe quem fazia isso muito bem? Não faz mais porque não tem mais jogadores. O futebol argentino! O Brasil jogava com a Argentina e os caras colocavam o jogo em uma guerra. O brasileiro só queria entrar na técnica e naquela época era atropelado. A técnica não conseguia passar por aquilo, não conseguia colocar a guerra no jogo. Se o Rogério colocar nesse plano… não é pontapé e violência, é intensidade. Se o Flamengo não colocar um pouco de guerra, e o São Paulo colocar, o jogo fica complicado“, finalizou.

