FIFA: ex-diretor é condenado à prisão nos Estados Unidos
Ele recebeu uma fortuna em suborno e será preso após julgamento
Divulgação / FIFA
Acusado de receber 350 mil dólares (R$ 1,8 milhão) em suborno em 2012, o ex-dirigente da FIFA e ex-presidente da Federação de Futebol de El Salvador, Reynaldo Vasquez, de 66 anos, foi condenado a 16 meses, ou um ano e quatro meses, de prisão nos Estados Unidos. Em 2021, Vásquez já havia admitido que é culpado da acusação.
As propinas pagas ao ex-diretor da FIFA foram por direitos de marketing e mídia dos jogos das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo. O departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou em documento que “o pagamento por transferência da conta bancária foi feito por uma empresa de marketing dos Estados Unidos.” Ele recebeu parte do suborno por transferência eletrônica.
Ele foi o presidente da federação de El Salvador por dois anos, de 2009 a 2011. Acabou preso no fim de 2015, quando investigações de autoridades dos Estados Unidos contra dirigentes da FIFA começou. Vazquez foi banido pela entidade máxima do futebol e multado no valor de 512 mil dólares (R$ 2,7 milhões). Por conta de sua confissão, ele ainda concordou em devolver mais 360 mil dólares (R$ 1,9 milhão) ao governo de El Salvador.
Dirigentes da FIFA tiveram ganância como motivação
A motivação para a prática da corrupção por parte de Reynaldo Vasquez teria sido motivada por ganância, segundo disse Breon Peace, procurador do Distrito Leste de Nova York. Ele disse que além de Vasquez, outros dirigentes não tiveram dúvidas ao “encher os bolsos de dólares”. Outros ex-dirigentes da FIFA também foram investigados e condenados por propina e suborno na negociação de direitos de mídia e marketing.
“O réu e seus co-conspiradores, motivados pela ganância, se desonraram ao encher seus bolsos com centenas de milhares de dólares em propinas”, disse o procurador, que seguiu. “Às custas de um belo esporte, da federação de futebol de El Salvador e da comunidade que servia.”

