Jogador do Cruzeiro se defende após confusão e diz que sofreu racismo em condomínio
Atleta rebateu matéria de jornal e revelou ter sofrido racismo no caso
Staff Images / Cruzeiro
Atacante do Cruzeiro, Lincoln revelou ter sofrido racismo em caso que parou na polícia em 2021. Ele rebateu uma publicação do Novo Tempo, jornal do Espírito Santo, em que o atleta é acusado de ter ameaçado moradores de um condomínio.
O evento em questão foi no dia 27 de dezembro de 2021 e os moradores do local reclamaram do som alto. Sem que o jogador, atualmente no Cruzeiro, atendesse o pedido, a polícia foi acionada. O atleta estaria enfrentando um processo dos moradores do condomínio, que fica em Serra (ES), mas em nota revelou que sofreu racismo dos moradores, tendo sido chamado de “preto favelado”.
“O Jornal cita que “Lincoln é acusado de ameaçar um dos moradores”, mas não cita que o síndico chamou a polícia e promoveu uma série de palavras racistas contra Lincoln e seus familiares, dizendo que são ‘pretos’, ‘favelados’, e que deviam estar no ‘chiqueiro por não saberem se comportar'”, publicou em nota o atleta do Cruzeiro.
Confira a nota oficial de Lincoln, do Cruzeiro, por meio de sua assessoria de imprensa:
“A C2 Sports vem a público repudiar veementemente a matéria do Jornal Tempo Novo, do Espírito Santos, que promove inverdades e fake news direcionadas ao atleta Lincoln e a seus familiares.
Após o anúncio da venda para o Vissel Kobe, do Japão, em dezembro de 2021, o jogador promoveu uma festa para comemorar com seus familiares no bairro/condomínio Boulevard Lagoa, no Espírito Santo. O advogado da família, Luciano Gabeira Brandão, explica:
A festa ultrapassou 12 minutos do horário das 22 horas no dia 27 de dezembro. E, por conta disso, o síndico Sizenando José Coutinho Braga chamou a polícia e promoveu uma série de ataques racistas e preconceituosos aos familiares de Lincoln. Esses xingamentos do diretor do condomínio foram o que inflamou e ocasionou um bate-boca entre os familiares, alguns moradores e o próprio síndico.
O Jornal cita que “Lincoln é acusado de ameaçar um dos moradores”, mas não cita que o síndico chamou a polícia e promoveu uma série de palavras racistas contra Lincoln e seus familiares, dizendo que são ‘pretos’, ‘favelados’, e que deviam estar no ‘chiqueiro por não saberem se comportar’.
Da mesma maneira, a família de Lincoln confeccionou B.O contra o síndico por injúria racial, ameaça, difamação e injúria. O Jornal em nenhum momento citou que existe um B.O em andamento de Lincoln e seus familiares pelo crime de racismo, que é considerado gravíssimo na Constituição Brasileira. E pela Lei de Racismo, torna o crime inafiançável e imprescritível.
O Portal também no início da matéria e sem motivo, cita que Lincoln é natural de Feu Rosa, um bairro considerado humilde do Espírito Santo, dando a entender que quem nasce no bairro, não tem o comportamento ideal para morar em um condomínio de luxo.
O Portal se preocupa em citar os nomes completos de Lincoln, do pai e da mãe, mas dos demais envolvidos não fez questão nenhuma. Qual seria o critério para esta decisão? Fazer o papel da Justiça?
O Jornal ainda direciona a palavra ‘acusado’ a Lincoln sem ao menos apurar devidamente, o que é um preceito básico do jornalismo. Trata-se de um termo circunstanciado e não de um processo judicial criminal, ao contrário do que o jornal quer fazer crer. Irresponsavelmente também, o Jornal Tempo Novo em nenhum momento procurou a assessoria do atleta para a devida posição sobre o ocorrido.
Lincoln e seus familiares não foram investigados, ouvidos ou considerados culpados, pois se trata de um Termo Circunstanciado de Ocorrência. E além disso, nesta terça-feira (13/09), o promotor do caso fez uma proposta de acordo com os familiares para encerrar o procedimento antes de oferecer a denúncia. Lincoln e seus familiares concordaram em pagar dois salários mínimos cada para arquivar o caso. Curiosamente, o fato também é citado de maneira indevida com o intuito de promover sensacionalismo.
O boletim de ocorrência por injúria racial segue em trâmite e o síndico será investigado em inquérito policial. Além deste processo, Lincoln e seus familiares também vão registrar um B.O contra o Jornal Tempo Novo por promover inverdades, calúnia e difamação.”

