Ricardo Guimarães não crava Cuca no Atlético e deixa aviso ao treinador
Campanha ruim no Brasileirão deixa futuro de Cuca incerto no Atlético
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Cobrado pela torcida do Atlético, Cuca está pressionado por melhores resultados nas últimas 11 rodadas do Brasileirão. A derrota para o Avaí, que briga contra o rebaixamento, deixou o atleticano extremamente irritado com o trabalho do treinador. Muitos, inclusive, pedem a sua demissão.
No momento, Cuca possui contrato até o final do ano e, até o momento, não há nenhuma negociação em andamento. O clube vai aguardar a posição final do time na Série A antes de tomar uma decisão. Um dos principais investidores do Atlético, Ricardo Guimarães abordou o tema.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Guimarães diz que gostaria que Cuca pudesse continuar, mas acredita que o próprio treinador só ficará se, de fato, houver reação dos seus jogadores.
“Ainda não definimos para 2023, estamos olhando diversos nomes. Gostaríamos que o Cuca ficasse, talvez seja o melhor da história do Atlético, mas a gente tem que ver também, o próprio Cuca falou depois do jogo que precisa mexer o doce, mudar essa situação. Se não tiver um desempenho melhor, ele mesmo vai ter dificuldade de querer ficar. É o nome que gostaríamos, mas é preciso esperar. Não porque o Cuca precisa mostrar alguma coisa, mas não adianta se não estiver dando a liga e querer insistir”, disse.
Cuca dá razão às cobranças, mas promete reação
Após a derrota para o Avaí, Cuca admitiu que os números são horrorosos e vê justificativa nas críticas. O treinador, porém, promete “mexer o doce” por arrancada já diante do Palmeiras, em Belo Horizonte.
“Torcedor tem toda razão de estar na bronca, porque nos não estamos tendo resultado que se é esperado de uma grande equipe um grande investimento como é o caso do Atlético. Resultado não vindo é natural e compreensível, eu sendo torcedor também estaria na bronca”.
“O torcedor pode ficar tranquilo num ponto: os caras estão sendo cobrados. E muito cobrados. Às vezes, até além do que a gente pode. Duramente cobrados. Por mim, pelo Rodrigo. A gente não está aqui de braços cruzados. Ninguém aqui está contente, satisfeito”, pontuou o treinador.
“As cobranças que a gente faz internas. Ninguém vai aqui expor jogador ‘A, B ou C’. Pelo contrário: todos nós perdemos, perdemos juntos. E a gente ainda tem 11 rodadas para, quem sabe, a partir da próxima, que é contra o Palmeiras, dar a arrancada em busca da classificação para a Libertadores”, completa.
No próximo dia 28, o Atlético encara o Palmeiras, no Mineirão. Suspenso, Rubens está fora.

