Home Futebol Natalie Gedra aponta principal diferença no jornalismo esportivo do Reino Unido: “Aqui, isso não existe”

Natalie Gedra aponta principal diferença no jornalismo esportivo do Reino Unido: “Aqui, isso não existe”

Jornalista trabalha como correspondente da ESPN desde 2016, quando se mudou para a Inglaterra com intuito de se “desligar” da profissão

Cido Vieira
Cido Vieira é um jornalista graduado no Centro Universitário Uninter que trabalha como redator no Torcedores.com desde 2017, com cobertura focada em futebol brasileiro e mídia esportiva. Acumula dentro de sua trajetória na profissão experiência na área radiofônica, sendo setorista de clubes pernambucanos, cobrindo Brasileirão e Copa do Nordeste.

Em meio à uma evolução gradativa, mas que demorou muito tempo para ser iniciada, as mulheres têm ganhado espaço nas transmissões esportivas, trazendo uma ótica diferente e uma qualidade tal qual expressiva como esmagadora parcela masculina. Correspondente da ESPN na Europa há sete temporadas, a repórter Natalie Gedra concedeu entrevista exclusiva ao Torcedores.com e mencionou a principal diferenciação na pratica do jornalismo esportivo britânico e o brasileiro.

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No Reino Unido, Natalie observa um volume menor de mulheres trabalhando nas coberturas esportivas, índice este com quase 100% de ex-atletas, mas destaca uma situação totalmente distinta de um “preconceito velado” nas emissoras brasileiras.

“Olha, eu acho que no Brasil existem mais mulheres trabalhando. Mas ao mesmo tempo, eu acho que são aspectos diferentes. Por exemplo, aqui eu acho que a gente vê muito mulheres mais velhas no vídeo. No Brasil, parece que você tem que ter uma determinada aparência e idade. Acontece muito o ‘ela está ficando velha demais’. Aqui isso não existe”, revela a jornalista.

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AÇÕES AINDA REINCIDENTES

Embora as culturas de torcidas sul-americanas e europeias se contrastem, jornalistas que atuam no Velho Continente ainda são vítimas de assédio. Na última edição da Copa do Mundo, realizada em solo russo, Natalie Gedra chegou a vivenciar um episódio onde um torcedor tentou beijá-la enquanto trabalhava. Ela não foi a única profissional da imprensa mundial a relatar esse tipo de prática.

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Um episódio semelhante ocorreu na noite da última quarta-feira (07) com a jornalista Jessica Dias, também da ESPN. Enquanto cobria os bastidores do duelo Flamengo x Vélez, no Maracanã, ela acabou sendo alvo de assédio ao vivo. O autor da ação foi detido, teve prisão preventiva decretada, mas recebeu o alvará de soltura nesta quinta.

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