O Atlético corre sérios riscos de não disputar a Libertadores da América 2023. A equipe comandada por Cuca não consegue reagir e vê adversários no “cangote” e que também brigam para disputar o torneio sulamericano. No sábado, o Galo caiu para os reservas do Flamengo.
Alê Oliveira vê como necessário uma lima no elenco do Atlético. No programa Bastidores, da Rádio Itatiaia, citou Flamengo e Palmeiras que colhem frutos com as mudanças realizadas.
“Tecnicamente eu não tenho dúvidas. Financeiramente você tem alguns obstáculos. Vamos acompanhar como a SAF vai agir dentro do clube, se haverá dinheiro para contratações importantes ou se vai conseguir apenas negócios de ocasião. O Rodrigo Caetano é muito habilioso para não falar nada. Ele está há 20 anos falando sem falar. Ele, por exemplo, não pode falar que terá uma reformulação grande, pois estaria desvalorizando o que tem nas mãos. Agora, o ideal seria fazer a troca de jogadores”, inicia Alê.
“Isso acontece em todos os times que são campeões. Se você pegar o Flamengo, que encantou o Brasil e América do Sul em 2019, pega a escalação titular hoje. São sete novos jogadores. O Palmeiras que se mantém no alto, vê os jogadores que saíram. Evidente que você mantém uma base, mas o fato de você mexer algumas peças deixa outros atentos. Então, acho que essa mudança ela já deveria existir. O movimento acabou sendo o contrário, você pega os jogadores que foram campeões e que jogaram bem, aí você dá um contrato longo é inevitável que alguns irão deitar neste contrato”, completa.
Atlético admite vendas em razão do caixa prejudicado
Conforme já dito publicamente, o Galo se vê obrigado a negociar jogadores no fim deste ano para fechar no verde. Dono de uma dívida bilionária, o clube não sabe também qual será seu poderio de investimento em novas contratações.
– Sem dúvida nenhuma que estamos trabalhando com dois cenários. Um cenário que nada mais é do que a continuidade do que estamos fazendo, pela falta de capacidade de investimento. Então temos que monitorar jogadores que podem retornar ao Brasil, em final de contrato – diz Rodrigo Caetano, à Itatiaia.
“Agora, se realmente mudar esse modelo e tivermos capacidade de investimento, podemos ir ao mercado de outra forma, talvez mudando até o perfil do atleta, talvez com um maior investimento para uma revenda”, finalizou.

