Eleições: representantes da CBF não conseguem se eleger
Entidade máxima do futebol brasileiro tinha representante em Brasília, agora não tem mais
Lucas Figueiredo / CBF
Uma das diversas mudanças comprovadas com as eleições de 2022 é a redução de representantes ligados ao futebol. Dito isso, a CBF foi uma das grandes derrotadas no pleito do dia último dia 2 de outubro. O blog Panorama Esportivo, do jornal O Globo, destacou duas derrotas de representantes da CBF nas urnas que tiram de vez todos os representantes da entidade máxima do futebol brasileiro do meio político federal.
O primeiro deles foi Marcelo Aro, que é atual diretor de relações institucionais da confederação e deputado federal até o dia 31 de dezembro, mas depois se despede de Brasília. Ele tentou embarcar como candidato ao Senado por Minas Gerais, visando um vácuo da falta de candidatos dos partidos dos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva.
Aro, que é do Progressistas, porém, não conseguiu a vaga única no Senado e ficou em terceiro nas eleições, com pouco mais de 2 milhões de votos, quase 20% das intenções. Ele ficou atrás de Cleitinho Azevedo (PSC), eleito com mais de 4 milhões de votos, e de Alexandre Silveira (PSD), com 3,6 milhões de votos.
Candidato à Câmara Federal também fica de fora
Outro nome ligado à CBF que não foi eleito foi o vice-presidente da entidade, Marcus Vicente, do Progressistas, assim como Aro, que ficou em Brasília por quatro mandatos. Ele buscou a eleição à Câmara dos Deputados no Espírito Santo, mas fracasosu na disputa. Ele foi o 18º mais votado com mais de 29 mil votos, mas seu estado elegeu apenas dez deputados federais.
Fora da CBF, outros nomes do esporte até tiveram algum sucesso nas eleições. Romário (PL), foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. Eduardo Bandeira de Mello (PSB), ex-presidente do Flamengo, foi eleito deputado federal, também no Rio de Janeiro. Por fim, Alencar da Silveira (PDT), presidente do América-MG, foi eleito deputado estadual em Minas Gerais.

