O Palmeiras teve uma vitória importante na Justiça, envolvendo um processo que começou em dezembro de 2013, e que tinha a ver com o Allianz Parque. Segundo o portal Uol, a decisão proferida no dia 29 de setembro rejeitou, em 2ª instância, o recurso da empresa Plurisport, que estava exigindo uma remuneração por serviços de consultoria ao atual estádio do Verdão, onde alegam ter ajudado na viabilização do complexo.
De acordo com a Plurisport, a contratação do Palmeiras aconteceu em 1997 para que existisse um estudo prévio de viabilidade financeira para a ampliação do antigo Palestra Itália. Ainda, a empresa cobrou uma remuneração equivalente a 1% dos recursos e benefícios que foram conquistados para que o projeto fosse executado. Ainda, de acordo com os advogados da companhia, publicado pelo Uol, ela receberia R$ 10 mil por minutas do contrato social da Sociedade Anônima. Ainda, uma parte adicional seria pago como “1% calculado sobre o valor de empréstimos e/ou financiamentos e/ou emissão de títulos”. O valor em questão foi o que a WTorre investiu para a construção do atual Allianz Parque.
A alegação da Plurisport caiu por terra porque o Palmeiras não assinou um contrato, mas a defesa da companhia alega que o Verdão chegou a desembolsar R$5 mil por serviços que teriam sido prestados entre 1997 e 2007. Ainda, o Alviverde alegou que não foi comprovado a assessoria da empresa para a agremiação e para a negociação com a WTorre, como publicado pelo Uol Esporte. Com isso, o time comandado por Leila Pereira entendeu que não cabe interpretação de que outros recursos recebidos entrariam no caso.
O pedido de cobrança da Plurisport chegou a ser julgado em primeira instância e também foi apontado como improcedente, o que gerou uma ação de recorrer por parte da empresa, contra o Palmeiras. Porém, a 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou.
“Nas razões de apelação, a autora sustenta que os recursos/benefícios foram de fato obtidos pelo réu (Palmeiras), pois todo o investimento realizado pela WTorre será incorporado ao seu patrimônio, mas entendo que a correlação não é pertinente. Não houve obtenção de recurso para a construção, pois o réu não teve qualquer ingerência nos aportes realizados pela WTorre, mas é certo o aumento de seu patrimônio com a construção do estádio, porém, essa consequência não tem qualquer influência na remuneração prevista no instrumento”, apontou o relator relator do caso, Mário Daccache. A Plurisport ainda pode recorrer contra o Palmeiras levando o caso ao Superior Tribunal de Justiça.

