Nesta sexta-feira (28), o julgamento envolvendo supostas irregularidades em torno da transferência de Neymar para o Barcelona contou com um fato importante. Isso porque a Promotoria anunciou a “retirada das acusações contra todos os réus e por todos os fatos”. Inicialmente, existiu um pedido dois anos de prisão e uma multa de 10 milhões de euros contra o craque do PSG.
A decisão do Ministério Público considera que, após o que foi ouvido durante o julgamento, não houve crime no acordo entre Santos e Barcelona. De acordo com a empresa DIS, houve fraude e corrupção nas tratativas, já que o custo real da transação teria chegado a 82 milhões de euros, cerca de cinco vezes mais do que o oficializado em 2013.
“Não participei das negociações, quem cuida é meu pai e sempre será assim. Assino tudo o que ele me manda”, disse Neymar em seu depoimento.
🇪🇸 | Neymar afirmou nesta terça-feira (18), durante julgamento em Barcelona, que apenas assinava os documentos apresentados pelo pai.
— OHF News (@OHFNews) October 18, 2022
O jogador é réu em um ação sobre supostas irregularidades em sua transferência do Santos para Barcelona em 2013. pic.twitter.com/fP17vPEVcF
Agora, o julgamento, que começou em 17 de outubro, seguirá até o dia 31. Pelo lado do DIS, o pedido solicitou cinco anos de prisão para Neymar, além da proibição do atleta exercer a profissão pelo período em questão. Porém, a tendência é que nenhuma sanção mais grave seja aplicada ao brasileiro.
“O ponto mais importante dessa conversa é justamente destacar o fato de que no Brasil o crime de corrupção privada ou corrupção entre particulares não existe. Portanto, nem Neymar Jr. e nem seus familiares poderiam ser processados no nosso país por essa acusação que ocorre na Espanha”, destacou o advogado João Gameiro em vídeo publicado pela NR Sports.

