Atlético-MG define a saída em definitivo de meio-campista
Fora dos planos do Galo, jogador é negociado com clube gaúcho
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O Atlético segue trabalhando de forma silenciosa na busca por contratações. No entanto, o clube também tem como desafio realocar no mercado aqueles que retornam de empréstimo e não serão utilizados ao longo da próxima temporada. É o caso, por exemplo, de Wesley Hudson.
De acordo com a Rádio Caxias e o Superesportes, o Atlético negocia em definitivo a saída do meio-campista ao Juventude. Neste ano, o jogador foi cedido ao Villa Nova e Paysandu. No estadual de Minas, foram 12 partidas e um gol marcado. Com a camisa do Papão, na Série C, foram dois gols em 18 jogos.
O Atlético fica com parte dos direitos do jogador, que assina com o Juventude. Echaporã, atacante que também não está nos planos segue para o clube gaúcho, mas como empréstimo.
Atlético vê setor carente no elenco
Em entrevista concedida à Rádio Itatiaia, Sérgio Coelho, presidente do Galo, vê como necessário reforçar a defesa. Além da saída de Junior Alonso, que tem contrato de empréstimo encerrando, o dirigente lembrou de Igor Rabello, que está lesionado.
“Eu gosto do time do Atlético, dos titulares e reservas. Temos 15 ou 16 titulares. Sempre é importante reforçar. O que a gente sente mais necessidade é de zagueiro. O Alonso saiu, o Igor está machucado e precisamos de zagueiro urgentemente”, disse.
Alonso foi vendido ao clube russo no começo deste ano, por R$ 47 milhões. Com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o defensor teve o contrato suspenso com o Krasnodar, sendo emprestado ao Atlético, em março, até o fim de 2022.
– Meu empresário não conversou com ninguém ainda. O Krasnodar quer que eu volte – disse Alonso.
No momento, e venda da SAF é a grande esperança para o Atlético realizar grandes investimentos no futebol. Executivo do Galo, Rodrigo Caetano abordou o tema.
“O clube não tem dinheiro em caixa, ninguém tem. As negociações não são tão simples, você não vê tanto impacto. (…) Se entendermos que temos atletas disponíveis de bons níveis para ingressar no nosso elenco, assim o faremos. Talvez, nem sempre vamos atender esse perfil, mas se puder fazer com o menor custo e o jogador ainda jovem, aí é o ideal.”
“São raros os clubes que têm capacidade de investimento. Dois ou três. O que a gente vive não é o que a grande maioria vive. A diferença é que nós temos um elenco de muito bom nível, que ganhou cinco de nove competições em dois anos. Não temos que depreciar o que temos de bom. Certamente há outras equipes muito mais preocupadas com remontagem”, concluiu Caetano.

