Aproveitando a “brecha” que se abriu no time titular do Flamengo, Rodinei irá encerrar a temporada em alta. Prestigiado, o camisa 22 virou alvo de pedidos para repensar a iminente saída do clube, cenário impensável no começo do ano, Ciente das limitações, o atleta deixou claro que sempre esteve ciente da qualidade do seu futebol, algo refletido em atuações decisivas na temporada.
“Não fico surpreso porque eu sempre soube da minha qualidade. Muitas vezes alguns treinadores fazem o jogador se adaptar ao estilo dele. Quando chega um e fala para fazer as coisas como se sente bem, é onde mostramos o talento. E todos sabem que não sou um grande marcador, não precisam ficar me falando isso toda hora. Eu sei das minhas limitações.”, disse ao GE.
🔎 Rodinei (30 anos) foi o líder em dribles certos da Libertadores 2022. 👏👏
— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) October 30, 2022
⚔️11 jogos (7 titular)
🅰️2 assistências
🛠️5 grandes chances criadas (!)
↪️31% acerto cruzamento (!)
🔄28 dribles certos (70%!)
💪64% duelos ganhos (!)
🆚20 desarmes
👊3 faltas (!)
💯Nota Sofascore 7.13 pic.twitter.com/lu28xr2Oey
Logo em seguida, Rodinei destacou que, caso fosse um grande marcador, teria condições de atuar em Real Madrid ou Bayern de Munique. Após a chegada de Dorival Júnior no Flamengo, o lateral ganhou liberdade para atacar, mas sem esquecer de suas obrigações defensivas, evolução que possui influência do treinador.
“Se eu fosse um grande marcador, um cara que ataca muito bem e faz gols todos os jogos eu estaria no Bayern de Munique, no Real Madrid, e não no Brasil, com todo o respeito. Não é que eu faça o que eu quero, mas o Dorival me dá liberdade de ir para cima. É uma redenção grande, mas eu sabia do meu potencial.“, completou.
Lembrado pelo estilo irreverente, Rodinei deixou claro que sempre busca se entregar ao máximo dentro das quatro linhas. Ainda que tenha diminuído o tom de humor nas redes sociais, o jogador do Flamengo afirmou que nunca irá mudar sua essência.
“Nunca foi uma preocupação, mas claro que às vezes incomoda, porque quero ser lembrado pelo que faço dentro de campo. Não entro em campo para dar risada e brincar, sou profissional. Entro para dar a vida. Mas não vou perder a minha essência, não desfrutar da vida. Rodinei fechando a cara para todo mundo? Não. Nas redes sociais às vezes eu dava uma exagerada nas brincadeiras, mas isso eu mudei. Passei a ocupar mais meu tempo vendo jogos, me concentrando.”, relatou.

