Em ano de Copa do Mundo de futebol feminino, os olhares dos torcedores do Brasil se voltam, naturalmente, àquelas que vão em busca da primeira estrela no escudo da modalidade, isto é, as jogadoras da equipe principal e sua técnica, Pia Sundhage.
Mas há um outro grupo que merece a atenção dos amantes do futebol, independentemente de quem o disputa. Estamos falando da seleção brasileira feminina sub-20, que em 2022 fez história ao alcançar o terceiro lugar no Mundial da categoria, disputado na Costa Rica.
São inúmeros os fatores que explicam o bom resultado das meninas brasileiras. Investimentos em pessoal — como a agora Gerente de Competições da CBF, Aline Pellegrino — em estrutura e em competições (como o Brasileirão Sub-20, novidade até metade do ano passado) são alguns deles. Outro é o sucesso do seu comandante, Jonas Urias.
Treinador da seleção feminina sub-20 desde 2019, mesmo ano em que Pia Sundhage assumiu o cargo no profissional, Jonas tem uma visão humanizada sobre as jogadoras, e uma abordagem pouco usual, para não dizer inovadora, na montagem de um modelo de jogo genuinamente brasileiro.
Os resultados dessa combinação falam por si só. Além do bronze na Copa do Mundo sub-20, a equipe encerrou o ciclo de 2021-22 com números expressivos. Em 34 jogos, foram 32 vitórias, com apenas um empate e uma derrota. Isso com 95 gols a favor, 10 contra, fora a média de 17 finalizações por jogo e com 62% dos dribles executados nos confrontos.
Se a CBF teve a competência de captá-lo para o talvez mais importante trabalho de futebol de base do século no futebol brasileiro, em que se fundamentam as estruturas para um crescimento sustentável da modalidade feminina, o Torcedores tem o privilégio de recebê-lo para uma entrevista. Hoje, às 20h, na TV Torcedores, no Facebook do Torcedores e na Torcedores TV, na Twitch. Mande suas perguntas pelo chat!

