Ídolo da torcida do Grêmio e multicampeão pelo clube entre 2016 e 2018, o goleiro Marcelo Grohe fez as malas e partiu rumo ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita, no começo de 2019, onde segue até hoje. Ali, se abriu uma lacuna na qual o time gaúcho demorou a solucionar – e o técnico Renato Portaluppi tinha um alvo claro para a posição, que a direção não conseguiu buscar.
Então técnico do Ceará e hoje sem clube, Lisca revelou em nova entrevista dada ao jornalista Duda Garbi que Renato queria muito Everson. Porém, a proposta gremista ao Ceará ficou abaixo e o atleta, hoje no Atlético-MG, acabou indo para o Santos.
“O Everson comigo batia falta, batia pênalti. Ele treinava com o Diogo Silva, que fez dois gols no Grêmio pelo CRB. Em 2015, quando eu chego no Ceará, o Everson já estava surgindo. Depois, em 2018, já estava lá. O Grêmio quase contratou ele. Em 2019, o Renato pediu, queria muito. Só que a proposta era muito baixa. Aí foram buscar o Julio César, já tinham o Paulo Victor”, disse Lisca.
Ceará estranhou proposta do Grêmio
Robinson de Castro, então presidente do Ceará, deu a seguinte declaração na época à Rádio Gaúcha, admitindo não ter gostado da oferta do Grêmio.
“Existiu um interesse e uma proposta alguns dias atrás, mas uma proposta, para ser bem elegante, esquisita. E pronto. De lá para cá, não aconteceu mais nada. Foi uma proposta que não poderia nem considerar baixa, porque ela não existia. Ela era absurda”, disse.
Sem Everson, o Grêmio apostou em Paulo Victor, que já era o reserva de Grohe em 2017. Posteriormente, chegou Julio César, que não teve muito espaço e em seguida, no ano posterior, Vanderlei. Apenas em 2021, o clube olhou para a sua base e começou a dar espaço para Brenno e Gabriel Grando.

