Diretor do Cruzeiro critica ‘doping financeiro’ de clubes após fracassos no mercado
Dirigente da Raposa detonou postura de clubes durante negociações; atletas que chegaram a ser cogitados no time não foram contratados
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
O Cruzeiro foi ao mercado e trouxe vários jogadores para o começo desta temporada. Mas também viu algumas negociações importantes não renderem por conta das condições financeiras do clube, que ainda estão longe do considerado ideal pelos dirigentes do clube,
Jogadores como Lucas Romero, Raul Gustavo e Bruno Valdéz foram sondados pela Raposa, mas a questão financeira pesou para que estes ou ficassem em seus clubes ou fossem contratados por times com maior poder aquisitivo. Algo que, de certa forma, parece ter incomodado o clube dependendo da análise das palavras do diretor de futebol Pedro Martins.
Na última terça-feira (31), o dirigente deu entrevista coletiva e criticou o que percebe como ‘doping financeiro’ de alguns clubes do futebol brasileiro. Para Martins, o Cruzeiro estaria numa ‘briga injusta’ contra equipe que ‘prometem e não pagam’ e deixariam o mercado bastante inflacionado para clubes que preferem uma ordem mais austera de suas finanças, caso dos mineiros.
“Muitas vezes encontramos grandes nomes, nomes muito interessantes, mas a gente sabe que, às vezes, é uma competição injusta. Trabalhamos numa liga que não tem regulação. Lutamos hoje contra o doping financeiro, contra clubes que prometem e não pagam”, declarou o dirigente.
A intenção do Cruzeiro tem sido a de manter uma folha salarial adequada ao momento do clube e tem evitado grandes gastos com seu futebol. Mas o diretor de futebol da Raposa garantiu que o time quer ‘comprar brigas’ contra o que chama de ‘indústria do futebol brasileiro’ para que a situação possa ser um pouco mais favorável para cruzeirenses e outros clubes que não tem grande força financeira.
Pedro Martins falou sobre os nossos reforços para 2023! 🦊🎙
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— Cruzeiro 🦊 (@Cruzeiro) February 1, 2023
“Mesmo perante este contexto, a gente está aqui, disposto a brigar, e além das brigas que estamos comprando dentro de campo, estamos também comprando brigas fora dele, que são necessárias. O nosso diálogo, com todos que fazem parte do futebol no dia a dia, é buscar um diferencial competitivo, uma forma diferente de fazer futebol, de superar a lógica imposta pela indústria do futebol”, afirmou.

