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Haaland deixa o Manchester City previsível? Guardiola discorda de análise

Comentaristas da Inglaterra têm afirmado que a presença do centroavante trouxe consequências negativas para os Citizens; entenda

William Nunes
Formado em produção audiovisual pela PUCRS, cineasta, redator e escritor, roteirista e Youtuber.

Nessa quarta-feira, Manchester City e RB Leipzig se enfrentarão pela partida de ida das oitavas de final da Champions League. O clube inglês comandado por Pep Guardiola é uma das principais forças do futebol mundial e possui uma “legião” de craques à serviço do treinador espanhol.

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Dentro esses, o que mais chama atenção é o norueguês Erling Haaland, um dos principais ataques do futebol mundial. O craque chegou à Premier League nessa temporada e, em somente alguns meses, quebrou diversos recordes, marcando vários Hat-trick em um curto espaço de tempo.

Não à toa, o atacante passou a ser o jogador dos Citizens mais temido pelos adversários. Haaland se mostrou capaz de fazer gols em situações complicadas, sendo uma ameaça constante para as defesas adversários.

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Apesar do talento do norueguês, alguns criticam que o Manchester City se tornou mais “previsível” desde a chegada do craque, usando como argumento para isso os tropeços que os Citizens tiveram na Premier League nessa temporada. Confira o que Guardiola falou quando perguntado sobre essa questão:

Manchester City ainda tenta se adaptar a um esquema tático com um centroavante de referência

A questão por trás de Haaland no Manchester City é que, devido a ausência de um atacante de primeiro nível no elenco, os Citizens se acostumaram a jogar sem um centroavante centralizado. Devido a isso, a forma de atacar do time de Guardiola envolvia muito mais jogadas coletivas e movimentação rápida dos atletas no setor ofensivo.

Isso trouxe grandes frutos para o Manchester City, que construiu uma hegemonia na Premier League nas últimas temporadas e ganhou relevância mundial pela forma como conseguia superar qualquer adversário. Porém, não conseguiu conquistar o objetivo máximo, que era a Champions League.

A chegada de Haaland forçou Guardiola a encontrar formas diferentes do time jogar, tentando potencializar a atuação de um atacante com tanta capacidade de finalização e inteligência.

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Obviamente, esse processo demandará tempo e não seria surpresa se os Citizens conseguissem voltar ao seu nível hegemônico somente na próxima temporada. Porém, como disse Guardiola, talvez não seja correto chamar o time de previsível, mesmo com os tropeços na Premier League.