O técnico do Botafogo, Luís Castro, assumiu a responsabilidade pelo fraco desempenho do Botafogo na noite desta quinta-feira (2), quando o Glorioso encontrou dificuldades para garantir o empate, em 1 a 1, com o Sergipe no Batistão. O jogo foi válido pela Copa do Brasil.
“O culpado sou eu, não são meus jogadores. Temos tentado colocar a equipe a jogar ao melhor nível e não temos conseguido. Quando não se consegue, só há uma forma, continuar a trabalhar e tentar melhorar a equipe através do treino. Assumo totais responsabilidades pelo time não jogar como eu gostaria que estivesse e como os torcedores queriam”, comentou em entrevista coletiva, no pós-jogo.
O técnico ainda abordou a falta de reforços do time de General Severiano. Para Luís Castro, este fator não está associado à má fase do Glorioso, que não vence há três jogos.
“Não falo mais em reforços. Já falei o que tinha para falar e não vou me refugiar em falta de reforços para justificar o mau momento que estamos vivendo. Vínhamos bem, há três jogos não estamos bem. Estávamos crescendo antes, mas nos últimos três jogos não estamos num bom momento. Houve um conjunto de incidências contra o Vasco que abaixou o nível da equipe, depois contra o Flamengo baixou mais um pouquinho e hoje tivemos uma atuação muito abaixo”, explicou.
Outro assunto abordado por Luís Castro, foi o desempenho do Sergipe no decorrer dos 90 minutos. O treinador potuguês reconheceu a superioridade do Gipão no decorrer da partida.
“O Sergipe foi melhor que nós ao longo de todo o jogo, a não ser a parte que realmente sufocamos. Em qualquer escanteio poderíamos ter feito o gol. Sergipe jogou melhor e merecia vencer o jogo. Quando perco, cumprimento todos, porque acho que o futebol é feito das relações que fazemos ao longo do caminho. Nós não conseguimos controlar o Sergipe, que poderia ter arrumado a eliminatória. Não o fez no tempo próprio e permitiu que conseguíssemos correr atrás da eliminatória, empatássemos o jogo no fim. Claramente houve uma falta de adaptação ao que o Sergipe nos fez, foi uma equipe rápida, com muita mobilidade e que não conseguimos controlar”, reconheceu.
Por fim, Castro ainda falou sobre a insatisfação da comissão técnica do Sergipe e relatou como foi a tentativa de agressão sofrida após a partida.
“Infelizmente, aconteceram coisas lamentáveis. Depois junto ao túnel houve a tentativa de agressão, dois dirigentes do Sergipe me insultaram. Não entendi, só fiz o meu trabalho, não fui mal educado”, finalizou.

