Champions League: o que mudou no Manchester City desde a final de 2020/2021?
A equipe de Guardiola ainda tem a mesma base, porém contou com mudanças importantes desde a última final de Champions que disputou
Twitter oficial / Manchester City
Chegamos na semana da grande final da Champions League! Manchester City e Inter de Milão se enfrentam no próximo sábado(10), no estádio Olímpico Ataturk, em Istambul, na Turquia, valendo o maior título de clubes do planeta. A partida está prevista para às 16hs (horário de Brasília).
E se a Inter de Milão busca seu quarto título na competição, o Manchester City ainda vai atrás de sua primeira ‘orelhuda’. Mas há pouco tempo, o clube inglês esteve próximo da conquista, quando chegou na final da edição 2020/2021. Na ocasião, a equipe que já era comandada por Pep Guardiola, foi vencida pelo Chelsea por 1×0, e ficou com o vice-campeonato.
Mas o que mudou de lá pra cá, que faça o torcedor do Manchester City ter esperança de agora sair com o título da Champions League? O Torcedores.com listou três mudanças importantes que fez o clube melhorar desde então.
Esquema tático do Manchester City
Enquanto o time de 2021 tinha o tradicional 4-3-3, o atual Manchester City tem um inovador 3-2-4-1. Nessa alteração, o zagueiro Stones joga numa segunda linha, como um volante ao lado de Rodri, que por sua vez é um que assumiu a titularidade em relação àquele time. Mais a frente, uma linha de quatro com dois pontas abertos, e agora sim, um centroavante, algo que o City não tinha naquela époica.
Haaland
E esse centroavante não é qualquer um! O Manchester City foi atrás do que pra muitos, era sua única posição carente no elenco. Chegou Julian Alvarez como ‘reserva de luxo’, e Erling Haaland, para ser a grande estrela do time. O norueguês quebrou todos os recordes na Premier League e também na Champions, chegando inclusive a marcar cinco gols contra o Leipzig nas oitavas de final.
Ausência de laterais e presença de mais zagueiros
Para Guardiola, essa é a principal mudança do Manchester City em relação às últimas temporadas. Em entrevista após o título da Premier League, o treinador explicou a presença de nomes como Aké e Akanji, na vaga que outrora foi ocupada por Cancelo ou Zinchenko.
“Tem sido fundamental para nós. Então eu aprendi nesta temporada, que quando jogamos contra Saka, ou Vinícius(Júnior), ou esse tipo de extremo, Martinelli, Salah ou Mané, você precisa de defensores natos para vencer os duelos ‘um contra um’. Caso contrário, nessa competição, na Champions League, ou nesses níveis, eles precisam de uma ação para vencer você. E Nathan(Aké) nos deu isso. Aquele impulso que não tínhamos no passado. E eu acho que esse é o grande progresso desse ano. Um na linha de quatro era um real defensor nato. Eu venço o duelo em nossa área, eu venço meu duelo, e no passado nós não tínhamos isso, e Nathan fez, como Akanji, ou claro Kyle Walker. Ele consegue fazer isso e todos deram um passo a frente nesse sentido”, afirmou Guardiola.
Em resumo, Guardiola abriu mão deste lateral ofensivo, que muitos enxergam na figura de Cancelo, para ter Aké ou Akanji como zagueiros abertos pelo setor. E claro, do outro lado, Kyle Walker, que é lateral de ofício, mas tem valências muito mais defensivas.
Guardiola explica mudança tática que fez Manchester City “melhorar” nesta temporada https://t.co/NWRBSZsmMe pic.twitter.com/7MB3DiCl4u
— Torcedores.com (@Torcedorescom) May 22, 2023
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