Cleber Machado não se empolga em seguir passos de Galvão Bueno após saída da Globo
Narrador demitido pela emissora prega cautela no cenário de dar novo passo na carreira fora da TV
João Miguel Júnior/Globo
Atualmente trabalhando apenas no Amazon Prime Video, Cleber Machado segue sem definir um possível retorno à televisão. Em entrevista ao programa Conectados, da Rádio Transamérica, o locutor respondeu que a ideia de abrir um canal no YouTube ainda não mexe com sua cabeça. Ainda que Galvão Bueno esteja entrando de cabeça nas plataformas digitais, uma possível “concorrência” está fora dos planos, por enquanto, do profissional.
“Eu não sei ainda. Algumas pessoas sugerem fazer canal no Youtube, eu tenho lá minhas dúvidas. Tudo que eu faço, tento fazer bem feito. O que não quer dizer que eu faço bem feito para todo mundo. Eu quero a certeza que estou fazendo legal, entrar no clima… para fazer um canal, não basta ser um vídeo a cada cinco dias, tem que ser um negócio legal”, disse Cleber Machado.
Mesmo com a liberdade de ser mais autêntico na internet, Cleber Machado acredita que não mudaria seu jeito de narrar. Diante disso, ele revelou que, antes de ser demitido, a Globo informou a intenção de promover coberturas mais descontraídas para se aproximar do público.
Neste cenário, Cleber Machado deixou claro que jamais foi “censurado” dentro da Globo. Dessa forma, caso tenha o desejo de abrir um canal no YouTube, o público vai conferir o mesmo trabalho apresentado na TV pelo narrador.
“A gente não tem falta de liberdade. Acho que não (entregaria algo diferente). É um pouco de folclore que você não pode fazer isso ou aquilo. Nunca ninguém chegou e disse: ‘Não fale isso’. Você tem uma noção exata do que não deve falar, é bom senso. Muita gente acha que é uma auto censura, que é uma palavra muito forte. Tem muito folclore. Fazer descontraidamente ou não, acabou sendo uma conversa interna de ser mais informal, menos duros, ter uma relação mais próxima com quem está assistindo. A gente começou a fazer. Não sei se seria diferente fazer um jogo na Transamérica ou fazer um canal meu. Tenho dúvida. Direito não é pegar e transmitir isso aí. Para você ter alguma coisa legal, precisa ter direitos de verdade.”, relatou o narrador.

