Home Futebol Muricy Ramalho reprova decisão da CBF nos bastidores da seleção brasileira: “O jogador não gosta”

Muricy Ramalho reprova decisão da CBF nos bastidores da seleção brasileira: “O jogador não gosta”

Entidade agiu internamente antes da decisão envolvendo a contratação de Carlo Ancelotti para dirigir o Brasil

Bruno Romão
Bruno Romão atua como redator do Torcedores.com na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.

Em entrevista à Rádio Craque Neto, Muricy Ramalho reprovou a decisão da CBF em ouvir os líderes da seleção brasileira sobre a contratação de Ancelotti. Com aval dos atletas, Ednaldo Rodrigues sinalizou que vai esperar o italiano, algo que, na visão do coordenador do São Paulo, deveria ter sido feito com a opinião de um coordenador técnico.

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Por conta da sua vasta experiência no futebol, Muricy destacou que os atletas não gostam de se envolver em questões envolvendo os bastidores. Diante disso, para evitar possíveis problemas de constrangimento, o papel deveria ficar sob responsabilidade de um coordenador técnico. Porém, mediante a demissão de Juninho Paulista, o cargo se encontra sem um dono fixo na seleção brasileira.

“Não concordo. Não é por causa do Ancelotti, é com qualquer treinador. O jogador fica até sem graça de falar ‘eu quero esse, quero aquele, gosto daquele outro…’. Por isso tem que ter um cara do futebol, um coordenador técnico que conheça de futebol. Esse questionário quem vai responder vai ser ele, pô. Você pergunta para o jogador, ele não vai falar ‘esse treinador não serve’. Eu vi vários deles (jogadores da seleção) falando que podem até opinar, mas quem vai decidir é o presidente, mas junto com o coordenador técnico. O presidente está tentando fazer tudo, vai conversar com o futuro treinador, dá opinião… a primeira coisa é ter um cara do futebol porque o presidente tem coisas administrativas (para fazer).”, disse Muricy.

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Não acho que tenha que se perguntar, com todo respeito, e o jogador não gosta de ser perguntado. Ele vai aceitar porque foi dentro de um planejamento que acharam um técnico. Depois, esse técnico vai fazer essas perguntas aos jogadores: do que eles gostam, o que acham, que ele tem essa maneira de pensar futebol…. pedir para os jogadores qual treinador eles querem, eu não concordo“, completou.

CBF pode extinguir cargo na seleção

Segundo André Rizek, a iminente chegada de Ancelotti pode extinguir o cargo de coordenador técnico na seleção. Isso porque a CBF entende que o treinador, atualmente no Real Madrid, precisa ter total controle e autonomia nos bastidores e a função não seria mais necessária.

Para a CBF, o martelo está batido. ‘Ah, e o coordenador técnico?’, função que já foi exercida pelo Edu Gaspar e o Juninho. É provável que esse cargo seja extinto porque a CBF entende que um treinador desse tamanho dispensa a presença de um coordenador. O próprio presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, quer fazer esse papel de estar presente, ao contrário de que faziam os outros presidentes, de estar sempre com os jogadores. Ele tornou público que conversou com os atletas da seleção, na Espanha, e segundo o que ele conta, foi unânime a reação dos atletas que valia a pena esperar por Ancelotti“, contou Rizek no Seleção SporTV.

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