Raphael Claus aprova fim da “Central do Apito” na Globo: “Foi um alívio”
Árbitro apontou que antigo quadro da emissora contribuía para críticas injustas em relação aos jogos
Cesar Greco - Palmeiras
Em entrevista ao Flow Sport Club, Raphael Claus falou abertamente sobre o encerramento da “Central do Apito”. Por conta da presença do VAR, a Rede Globo decidiu dispensar Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo, que participavam do quadro, e manter apenas comentaristas e narradores nas transmissões. Dessa forma, o árbitro concordou com a decisão e justificou seu ponto de vista.
Apontando que existiam erros na discussão do trabalho de árbitros e bandeirinhas, Claus explicou que a maior parte das retratações não era vista pelo público. Sendo assim, o teor das críticas aumentava, motivo pelo qual o término em questão foi apontado como um alívio.
“Gostou do fim da Central do Apito? “Aliviou sim. Demais. Por que assim, essa informação que às vezes se falava ao vivo. Vamos supor, o jogo estava sendo transmitido e 10 milhões de pessoas acompanhando. Aí ali o cara fala ‘esse lance não é vermelho’. Aí depois da partida aparecia no programa para 100 mil pessoas e às vezes corrigia. Só que ele falou para 10 milhões e está corrigindo para 100 mil. E outro detalhe, às vezes falam na transmissão e rapidinho chega no campo (para os jogadores). E isso distorce o jogo. ‘Falou lá que foi pênalti’. E isso é ruim para o futebol. É uma ferramenta que atrapalha o jogo”, disse.
Claus destacou orientações da CBF
Além disso, como os ex-árbitros já estavam aposentados, Claus destacou que parte das críticas surgiam pela falta de conhecimento das ordens vindas da CBF. Por conta disso, haviam muitas injustiças com os profissionais designados para os jogos, algo que também foi mencionado sobre o fim da “Central do Apito”.
“O Seneme ( presidente da Comissão de Arbitragem da CBF) é membro da comissão da Fifa. Ele não cria nenhuma regra da cabeça dele. Tudo que ele passa, orienta os árbitros, é orientação que vem da Fifa. É a mesma coisa na Conmebol, é a mesma coisa na Federação Paulista. Não é que o árbitro apita diferente, é que o jogo às vezes é diferente. Tem muitos fatores que às vezes atrapalham. E quando tinha a Central do Apito atrapalhava um pouco por causa disso. Às vezes o comentarista não está avaliando o que o árbitro é orientado. Ele está dando uma opinião pessoal dele. E isso é ruim. Ele pode até falar. Senão fica fumaça. Você vai escutar uma coisa que às vezes não é realidade.”, contou.

