Home Mídia Esportiva e bastidores Ana Thaís torce por Diniz na seleção, mas lista conflitos de interesse e dispara: “Angústia com o humor”

Ana Thaís torce por Diniz na seleção, mas lista conflitos de interesse e dispara: “Angústia com o humor”

Comentarista da Globo se diz feliz pelo treinador, mas questiona o modelo de trabalho proposto pela CBF e aceito pelo Fluminense

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

A CBF confirmou Fernando Diniz como novo técnico da seleção brasileira com contrato de um ano. O anúncios causou surpresa, ainda mais porque o treinador seguirá no comando do Fluminense. A jornalista Ana Thaís Matos, por exemplo, questionou a decisão.

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Em seu Instagram, a comentarista demonstrou sua torcida por Diniz, mas ponderou o modelo de trabalho.

“Não tem como não ficar feliz quando o profissional que eu admiro tanto conquista um espaço importante e fundamental como a Seleção Brasileira. Fernando Diniz é desde que eu o conheci – na beira do Campo em 2016 – uma figura atenta a tudo o que vai além do futebol, por isso também tem o enorme respeito e admiração daqueles com quem trabalha. Vai fazer bem demais pra essa casta privilegiada que forma uma seleção”, destacou Ana Thaís.

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A comentarista da Globo, entretanto, demonstrou preocupação com a situação do treinador com a decisão. “Porém, Diniz entrou no meio do furacão chamado gestão Ednaldo Rodrigues na CBF. São tantos absurdos na formação da nova comissão técnica da seleção masculina que beira a angústia com o humor. Tudo com bastante equívoco e cheio de lacunas pra fazer o torcedor que consome futebol se sentir no meio de uma cena do nosso antigo Sai de Baixo.

Ana Thaís cita conflitos de interesse:

Para a jornalista, existe uma série de conflitos de interesse que podem dificultar o trabalho de Diniz na seleção e no Fluminense.

Ninguém ali percebe o tamanho do conflito em um treinador comandar clube e seleção, ser funcionário de um clube, esse clube receber uma quantia financeira pra ceder seu profissional?”, questionou.

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Ninguém parou pra pensar que nas datas FIFA quando todos os treinadores aproveitam pra treinar seus clubes, por culpa desse calendário horroroso aprovado pelos próprios clubes e a CBF, que o treinador do Fluminense estará com a seleção? E o torcedor do Fluminense vendo seu time viver um momento difícil com essa notícia?”, emendou Ana Thaís.

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A comentarista, por fim, lamentou a maneira como a situação envolvendo a presença de Diniz na seleção se desenrolou. “Fernando vai ter que se desdobrar pra observar jogadores pelo mundo, fazer gestão de gente (que ele é PHd) pensando em dar cara de time a uma seleção que ainda por cima espera por treinador (que só a seleção diz que chegará, mais ninguém – Nenhuma fonte fora da CBF da nenhum indício da chegada de Ancelotti) e ainda vai ter que treinar Fluminense. Arrumar um substituto pro Ganso, voltar a potencializar Cano, resolver problemas da defesa quando não tiver Nino. E quando os jogadores forem convocados? Não tem defesa de fonte que me faça achar viável esse absurdo.”

Sigo feliz pelo professor Fernando Diniz e feliz pela possibilidade daquele ambiente tóxico de seleção brasileira poder contar com esse cara tão especial, além é claro, da possibilidade de poder trabalhar com os melhores do Brasil. Mas lamento a forma e temo que ele seja exposto da pior forma possível nessa máquina de moer técnicos que é o futebol brasileiro”, completou.

Fernando Diniz na seleção:

O anúncio de Fernando Diniz como técnico interino da seleção brasileira foi feito pela CBF na última terça-feira (4). O contrato terá a duração de um ano e começa a valer a partir dos jogos das eliminatórias da Copa do Mundo 2026, em setembro. A princípio,Carlo Ancelotti assumirá o cargo a partir de junho de 2024.

O processo, silencioso e cuidadoso, se deu respeitando as etapas necessárias e a primeira delas foi uma conversa com o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, com o objetivo de não interferir no trabalho que já vem sendo desenvolvido”, diz a nota da CBF.

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Ao site da entidade, o presidente Ednaldo Rodrigues comentou a escolha. “Fiz uma escolha à altura do que merece o torcedor brasileiro, considerando o cenário atual. Agradeço ao presidente Mário Bittencourt pelo entendimento diante da importância de uma resposta de qualidade da CBF ao torcedor. Acompanho a carreira de Fernando Diniz desde o início e considero que ele é parte de uma nova e promissora geração de treinadores que está crescendo no Brasil. Admiro sua maneira de enxergar o futebol, que se assemelha com o estilo dos mais importantes treinadores do mundo.” 

Temos pela frente o desafio das eliminatórias da Copa do Mundo. Desejo não só as categorias de futebol da CBF integradas na parte estrutural, que estamos avançando, como também e principalmente no estilo de jogo em todas as categorias. E Diniz terá muito a contribuir também nessa missão. Mais uma vez agradeço ao clube e seus torcedores pelo apoio e vamos seguir sempre, na minha gestão, respondendo aos desafios com transparência e qualidade“, completou.

Nota oficial do Fluminense:

Better Collective